Núcleo do PCC alvo da polícia camuflava transações do tráfico com Pix

Núcleo do PCC usava transações com Pix para evitar rastreio da Polícia Civil. Operação Elos foi deflagrada nesta segunda-feira (30/3)

atualizado

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Reprodução/Polícia Civil
Foto colorida de drogas encontradas dentro de tonel enterrado na Mata Atlântica, em Itanhaém, litoral sul de São Paulo. Elas seriam de núcleo do PCC - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de drogas encontradas dentro de tonel enterrado na Mata Atlântica, em Itanhaém, litoral sul de São Paulo. Elas seriam de núcleo do PCC - Metrópoles - Foto: Reprodução/Polícia Civil

A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém, litoral sul de São Paulo, deflagrou nesta segunda-feira (30/3) a operação Elos e descobriu que um núcleo do Primeiro Comando da Capital (PCC) utilizava um novo método para camuflar transações relacionadas ao tráfico de drogas. Ou seja, eles reforçavam preferência de que os pagamentos fossem feitos por transferências Pix.

Seis pessoas ligadas ao núcleo, seja de cargos da “gerência” ou “conteiros” — para a transferência do dinheiro proveniente à venda das drogas —, foram presas pela Polícia Civil do litoral. São elas: Vagner dos Santos, o Lasanha; Lucas Santos; Eduardo Luiz Firmino, o Du Bolo; Denilson dos Santos Cavalcante, o Devilson; Geizeele Campos Vieira, a Graziele; e Carlos Alexandre Silva Campos, o Carlos Banana.

Além das prisões, foi determinado pela Justiça o bloqueio de R$ 500 mil dos alvos. Durante a ação policial, drogas foram encontradas enterradas dentro tonéis, no meio da Mata Atlântica (veja abaixo).

 

O Metrópoles procurou e não localizou a defesa dos alvos presos. O espaço segue aberto para manifestação.

Segundo o delegado Bruno Lázaro, responsável pela Dise, Vagner dos Santos, o Lasanha, foi identificado como o responsável pela liderança do tráfico de drogas do bairro Oasis. Ele subiu de cargo após as prisões de Airton da Silva, o Mandrake, em agosto do ano passado, e Rafael Gomes de Souza, em janeiro deste ano, respectivamente.

“Foram identificados métodos diferentes neste caso, como o fato de que traficantes ligados ao PCC tinham preferência de que usuários fizessem pagamentos por transferências Pix. Identificamos que eles faziam isto para tentar dificultar a apreensão de dinheiro, e impedir a identificação do grupo. Além disso, eles utilizavam uma empresa lícita, que teve as atividades suspensas, para ocultar os bens”, explicou o delegado.

A empresa usada por um dos traficantes do PCC para ocultar o dinheiro é ligada à pecuária e serviços agrícolas, segundo detalhado pela autoridade.

Consequências

A descoberta do novo método do crime organizado foi desvendado a partir da prisão de Airton da Silva, o Mandrake, em agosto passado. Interceptação ao celular do suspeito apontou para uma série de mudanças no organograma do tráfico de drogas local, além de um setor específico para recrutar pessoas para se tornarem “olheiros” do PCC.

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