Novo vídeo mostra homem filmando mulheres dentro de supermercado
Homem foi preso, na sexta-feira (6/3), após ser flagrado filmando crianças em shoppings no Vale do Paraíba, interior de São Paulo
atualizado
Compartilhar notícia

O homem, de 27 anos, preso na sexta-feira (6/3) acusado de filmar crianças em supermercados e shoppings do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, também gravava mulheres em situações cotidianas para vender o conteúdo a uma rede ilegal de pornografia.
Um vídeo obtido pelo Metrópoles mostra uma das ações cometidas pelo suspeito em um estabelecimento de Taubaté. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava um aplicativo para evitar que as filmagens fossem descobertas num eventual flagrante.
O flagrante captado por câmeras de segurança de um supermercado é do dia 10 de fevereiro. No vídeo, obtido pela investigação, é possível ver como o acusado agia: abria um aplicativo oculto para iniciar a gravação ilegal sem que as vítimas percebessem. São poucos segundos desde a abertura da câmera até a gravação.
Duas mulheres aparecem na filmagem escolhendo produtos de uma geladeira. O vídeo captado pelas câmeras do supermercado mostram o acusado passando pelas vítimas e, depois, ficando ao lado, como se também estivesse buscando algum produto na geladeira. No entanto, ele já tinha concluído a gravação e, logo depois, se afasta e sai de cena.
A polícia investiga o tamanho da rede a qual o acusado integrava, além da dimensão onde os vídeos feitos ilegalmente chegavam. O caso segue sob investigação.
Venda para o exterior
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi preso por filmar crianças em supermercados e shoppings do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. O conteúdo era vendido a uma rede de pedofilia internacional. A “Operação Argos”, realizada pela Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Taubaté, foi deflagrada a partir de denúncias sobre um indivíduo que foi flagrado por câmeras de segurança seguindo e filmando uma criança, em um shopping do Vale do Paraíba.
A Justiça expediu mandado de busca e apreensão a um endereço ligado ao suspeito. Segundo polícia, o homem foi encontrado e preso em flagrante por estar com o celular utilizado no crime. Durante a ação, o suspeito resistiu à prisão.
No celular dele, os investigadores encontraram grande quantidade de material de pornografia infantil, além das filmagens que ele fazia em locais públicos – shoppings, supermercados, farmácias e em vias públicas – nas cidades de Taubaté e Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, para comercializá-las.
Inicialmente, o suspeito revelou ter clientes na França, Itália, além de outros países na Europa. Os clientes do acusado também são da América do Sul, como Argentina.
A dimensão da rede e clientes do suspeito é alvo da investigação. A polícia analisa o celular do preso para confirmar para quais países revendia o material infantil, e se as transações ocorriam exclusivamente no WhatsApp ou outra ferramenta na Deep Web.
