Nova moradora: filhote de jaguatirica nasce no zoológico de São Paulo
Casal de jaguatiricas resgatado teve cria em abril. Mãe e filhote já podem ser vistas pelo público na área de visitação

Quem visita o zoológico de São Paulo já pode conhecer a filhote de Jaci e Rudá, duas jaguatiricas que foram encontradas em situação de risco e levadas à capital paulista para integrar as iniciativas de conservação da espécie. O casal agora é pai de uma fêmea, nascida em abril deste ano.
Jaci foi resgatada durante os incêndios que atingiram o Pantanal mato-grossense em 2024. A felina permaneceu sob cuidados humanos depois de uma avaliação técnica indicar que ela não possuía condições de retornar à natureza. Já o macho, Rudá, foi encontrado ainda filhote sozinho na Floresta Nacional de Tefé, no Amazonas, após perder a mãe.
Atualmente, a cria do casal permanece sob os cuidados da mãe. Após cerca de dois meses em ambiente restrito e a realização de exames preventivos, as duas já podem ser vistas pelo público na área de visitação.
A felina já iniciou a introdução de pequenas presas na dieta, depois de uma alimentação baseada exclusivamente no leite materno nas primeiras semanas de vida. Assim como ocorre com a maioria dos felinos, a fêmea é responsável pelos cuidados com os filhotes durante um longo período, enquanto o macho permanece em habitat separado.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPDe hábitos solitários, a jaguatirica costuma se aproximar de outros indivíduos apenas na fase de reprodução. Quando adultas, até mesmo mãe e filha podem seguir caminhos distintos.
A espécie é a maior entre os felinos de pequeno porte. Um indivíduo pode pesar de 11 kg a 16 kg e atingir cerca de 50 centímetros de altura.
Ela pode ser encontrada em uma ampla faixa do continente americano, do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina, e está presente em todos os biomas brasileiros. A jaguatirica consegue viver em diferentes ambientes, incluindo florestas tropicais, savanas e áreas de caatinga, tendo preferência por regiões de vegetação densa, para se camuflar com maior facilidade.
Embora não esteja ameaçada de extinção, há registros de redução gradual de suas populações em ambientes naturais.
















