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São Paulo

Nível do Cantareira deve continuar na faixa de alerta em agosto

Sistema Cantareira perdeu 25 bilhões de litros em julho e deve permanecer na faixa de alerta em agosto, com restrição na captação de água

26/07/2026 18:14
Divulgação/Sabesp
Imagem mostra Sistema Cantareira - Metrópoles

O Sistema Cantareira deve seguir na faixa de alerta em agosto, com a captação de água limitada para as cidades da Grande São Paulo. Entre o início de julho e este domingo (26/7), os reservatórios perderam 25 bilhões de litros e o atual nível das represas é de 37,2%.

Quando o volume útil do Cantareira fica entre 30% e 40%, a Sabesp é autorizada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) a retirar até 27 metros cúbicos por segundo (m³/s), além da vazão transposta da Usina Hidrelétrica Jaguari, da bacia do Rio Paraíba do Sul, que também abastece o Rio de Janeiro. A medição será feita na sexta-feira (31/7), último dia do mês.

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É normal a perda de água do reservatório ao longo da estação mais seca do ano. O que se espera é a recuperação a partir do começo do período chuvoso, marcado pelo início do ano hidrológico, em outubro, caso a influência de El Niño não seja tão negativa.

Até este domingo, o maior entre os reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo recebeu apenas 11,7 mm de chuva, ante uma média histórica de 42,4 mm para o mês.

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As chuvas abaixo da média têm colaborado para que o Cantareira receba menos água do que o esperado para o mês. Isso é o que mostra a vazão afluente, a quantidade de água que, de fato, chega às represas. Com apenas 15,3 m³/s, a vazão está bem abaixo da média histórica, que é de 26,6 m³/s.

O Cantareira chega ao fim de julho com uma quantidade de água inferior à acumulada no mesmo período de 2025, quando o volume já estava abaixo do ideal. Na ocasião, as representam contavam com 413 bilhões de litros, ante 365 bilhões agora. Os 48 bilhões de litros são equivalentes ao que é captado ao longo de três semanas, aproximadamente.

Em uma análise mais ampla, é possível afirmar que o Cantareira vem perdendo água ano a ano desde 2023. Na ocasião, contava com 781,9 bilhões de litros, pouco mais que o dobro do volume atual nesta mesma época.

Ainda assim, a situação em 2026 é melhor do que em 2015, no auge da crise hídrica. Naquela época, o sistema estava no volume morto, “no negativo”, faltando 102 bilhões de litros para atingir o início do volume útil.

Refresco

O principal alívio tem vindo da situação dos demais reservatórios que abastecem a Grande São Paulo. Apesar do Cantareira em baixa, o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) tinha 48,9% da capacidade total, em melhor condição que no mesmo período do ano passado (46,1%).

Entretanto, como os sistemas são interligados, as represas do Guarapiranga e do Alto Tietê precisam suprir a deficiência do maior de todos, também esvaziando mais rapidamente do que em uma situação convencional.

Nível do Cantareira deve continuar na faixa de alerta em agosto