Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

PSol aciona MPSP contra Tarcísio por propaganda da Sabesp

Presidente Nacional do PSol, Juliano Medeiros, pede abertura de inquérito para apurar uso da estrutura pública para favorecer a empresa

04/07/2026 17:52
Compartilhar notícia
Divulgação/ Sabesp
Imagem colorida de tanque da Sabesp - Metrópoles

O PSol enviou uma representação ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) pedindo a abertura de um inquérito civil contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por propaganda da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) nas redes sociais após a privatização da empresa, em 2024.

O documento foi assinado pelo presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros. Ele alega que a gestão Tarcísio teria extrapolado a divulgação de políticas públicas ao publicar conteúdos sobre as obras, investimentos e resultados da Sabesp, que se tornou empresa de capital aberto.

“Em paralelo a essa divulgação exaustiva sobre as obras realizadas, a própria empresa passa por uma crise de reputação, reflexo direto dos inúmeros casos de acidentes e lesões aos consumidores. Destaca-se que só nos últimos seis meses de prestação de serviços, a empresa já possui diversos processos judiciais por repetição de indébito, além de acumular mais de 19 mil reclamações no site do Reclame Aqui”, afirmou o presidente do PSol no documento.

A representação pede que sejam investigados um possível uso de estrutura pública para beneficiar uma entidade privada e se houve alguma violação de deveres de imparcialidade e sigilo do governador.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Ele pede ainda a abertura de uma investigação e o envio do caso à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), sob alegação de que as manifestações do governador podem ter favorecido a imagem da concessionária perante investidores e, por isso, devem ser analisadas sob as regras do mercado de capitais.

Procurado pelo Metrópoles, o governo de São Paulo não se posicionou. O espaço segue aberto.