Netinho de Paula denuncia racismo contra neto de 16 anos em escola
Em publicação nas redes sociais, Netinho de Paula relatou que o neto ficou abalado após comentários racistas feitos por uma colega da escola

O cantor Netinho de Paula usou as redes sociais para denunciar ataques racistas sofridos por seu neto, um adolescente de 16 anos, aluno do Colégio Tom Jobim, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Em uma publicação feita na última sexta-feira (20/6), o artista afirmou que o adolescente foi alvo de mensagens e comentários ofensivos feitos por uma colega de turma em uma rede social.
Segundo Netinho, o adolescente ficou abalado após o episódio e passou a se sentir exposto dentro do ambiente escolar. O cantor relatou que decidiu tornar o caso público após considerar insuficiente a resposta dada pela instituição de ensino diante da situação.
Na publicação, Netinho classificou o episódio como uma forma de racismo recreativo e afirmou que o caso ganha ainda mais peso por envolver um dos poucos alunos negros da escola. “Arthur está triste, desmotivado e se sentindo exposto”, escreveu o artista ao relatar o impacto emocional sofrido pelo neto.
Além de denunciar o ocorrido, o cantor cobrou uma postura mais firme da escola. Entre os pedidos, estão acolhimento psicológico ao neto, registro formal do caso, comunicação aos órgãos competentes e a adoção de medidas educativas voltadas ao combate ao racismo.
Netinho também defendeu a criação de ações permanentes de conscientização dentro da unidade de ensino, com atividades voltadas à valorização da cultura afro-brasileira e à discussão sobre discriminação racial entre os alunos.
Ao final do texto, o artista enviou uma mensagem de apoio ao neto e afirmou que o adolescente não deve se sentir culpado pelo ocorrido. “O erro é de quem praticou o racismo, nunca seu”, escreveu.
O Metrópoles procurou a direção do Colégio Tom Jobim e a Secretaria Municipal de Educação de Santana de Parnaíba para comentar as denúncias feitas por Netinho de Paula e informar quais medidas foram adotadas após o caso. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

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