“Não resta dúvida”: Derrite liga PCC à execução de ex-delegado-geral
Secretário de Segurança Guilherme Derrite diz que é certa a participação do PCC na morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes na Praia Grande
atualizado
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O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), afirmou que “não resta dúvida” sobre o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrido na Praia Grande, no litoral paulista, na segunda-feira (15/9).
Em coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (18/9), o secretário divulgou os nomes de dois suspeitos de participação no crime — um deles integrante da facção criminosa.
“A dúvida é se a execução foi motivada por conta do combate ao crime organizado durante toda a carreira do delegado ou por conta de uma atuação atual como secretário municipal de Praia Grande”, disse Derrite.
Os dois homens que tiveram prisão decretada e estão foragidos são Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos, e Felipe Avelino da Silva, conhecido como “Mascherano”, que atua como disciplina do PCC, de acordo com o secretário.
Durante a madrugada, uma mulher foi presa por suspeita de transportar um dos fuzis usados na execução. Dahesly Oliveira, de 25 anos, confessou à polícia que pegou a arma na Praia Grande e a entregou para um homem em Diadema, na região metropolitana, cidade onde mora.
Segundo a investigação, ela é dependente química e já foi presa por tráfico de drogas. Ela disse que recebeu “uma missão”, mas não soube identificar o mandante além de um apelido, informação que a polícia ainda investiga.
Ainda segundo o relato dela, o homem pediu um carro para ela realizar a viagem.
Polícia divulga identidade de suspeitos
- Também nesta quinta, a Polícia Civil divulgou a identidade dos suspeitos de participar do atentado que tirou a vida de Ruy Ferraz.
- Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos, e Felipe Avelino da Silva, de 33, conhecido no PCC como “Mascherano”, tiveram suas impressões digitais recolhidas na cena do crime e são procurados pela investigação.
- Suspeito de matar o ex-delegado geral da Polícia Civil, “Mascherano”, envolvido com o PCC, atuava na “função de disciplina” na região do ABC paulista, segundo Derrite.
- O indivíduo possui histórico criminal por tráfico de drogas, roubo qualificado, corrupção de menores, localização e apreensão de veículo, e já foi preso 2 vezes pela polícia.
- Ele ficou mais de 6 anos detido, de 2017 a 2023, quando passou para o regime aberto.
- Além dos dois suspeitos que tiveram a identidade divulgada nesta manhã, uma mulher de 25 anos, suspeita de transportar um dos fuzis usados no assassinato, foi presa na madrugada desta quinta-feira (18/9).
- A suspeita, identificada como Dahesly Oliveira Pires, teria feito o transporte do armamento do ABC paulista para Praia Grande, onde o crime ocorreu.
Vídeo mostra execução
Um vídeo, capturado por câmeras de segurança, mostra o momento em que os criminosos fazem a emboscada contra Ruy Fontes. O carro dirigido pelo ex-delegado colide com um ônibus e capota. Os assassinos descem de outro veículo, com balaclavas e colete a prova de balas, e executam a vítima a tiros. Veja:















