MPSP vai apurar aumento de 900% na passagem do “Aquabus”, em Ilhabela
O preço do chamado “Aquabus” passou de R$ 5 para R$ 50, enquanto os ônibus aumentaram de R$ 5 para R$ 10. MPSP vai investigar aumento
atualizado
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São Paulo — O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou nesta segunda-feira (3/2) um inquérito civil para apurar o aumento de 900% nas tarifas do transporte aquaviário em Ilhabela, no litoral de São Paulo, um dos destinos turísticos mais procurados pelos paulistas no verão.
O que aconteceu
- Desde o dia 1º de janeiro, o preço do chamado “Aquabus” passou de R$ 5 para R$ 50, uma alta de 900%, para quem não tem o cartão eletrônico recarregável.
- No caso dos ônibus, foi de R$ 5 para R$ 10, aumento de 100%.
- Para os moradores de Ilhabela que utilizam o cartão recarregável, o valor continuou o mesmo: R$ 2,10, tanto para os ônibus, quanto para o transporte aquaviário.
Além de um potencial aumento abusivo na tarifa de transporte público do município, a promotoria vai verificar a qualidade e a eficiência do serviço prestado à população. O procedimento analisará a abrangência das linhas, os bairros atendidos e os horários de circulação dos veículos, além de fomentar a criação de conselho de usuários com a atribuição de fiscalizar o serviço.
No documento, o promotor Raul Agripino dos Santos Pinto disse que o município não comprovou a adoção de medidas de esclarecimento à população afetada, “pegando de surpresa o usuário/consumidor final”.
A Prefeitura de Ilhabela disse, em nota, que vai responder a todos os questionamentos da Promotoria de Justiça dentro dos prazos que foram estabelecidos, “prestando os esclarecimentos necessários sobre os reajustes tarifários do transporte público municipal”.
“Reiteramos o compromisso da administração com a transparência e a legalidade dos atos praticados, bem como com a qualidade e a eficiência dos serviços prestados à população. A Prefeitura segue à disposição para colaborar com as apurações e reforça sua atuação em prol de um sistema de transporte adequado às necessidades dos cidadãos”, acrescentou a prefeitura em nota.
