Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

MPSP vai apurar ameaças de estupro e morte contra deputadas da Alesp

Anúncio foi feito nesta quinta-feira (5/6) pelo procurador-geral de Justiça de SP, após deputadas da Alesp receberam e-mail com ameaças

05/06/2025 15:39, atualizado 05/06/2025 15:44
Reprodução/Alesp
Imagem colorida da Alesp, que aprovou PL que eleva eleva salário mínimo em SP para R$ 1.874

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, chefe do Ministério Público do estado (MPSP), designou um promotor de Justiça para acompanhar as investigações sobre as ameaças de estupro e morte endereçadas a deputadas estaduais, via e-mail , no último sábado (31/5). A medida aprovada por unanimidade pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores.

Todas as 24 deputadas Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) receberam um e-mail com mensagem que falava em “estuprar, matar e queimar” todas as parlamentares da Assembleia Legislativa de São Paulo.

O autor do texto é um homem, com idade inferior a 30 anos, que se identifica como “masculinista”, diz que enviou o e-mail com “criptografia militar”, que está no “esgoto da Grande SP” e só irá para superfície quando for praticar atos de terrorismo contra seus alvos.

Medidas na Alesp

A Alesp definiu a execução de um teste de segurança, após reunião na terça-feira (3/6), que contou com a presença de parlamentares, do presidente da Casa, André do Prado (PL), integrantes das polícias Civil e Militar (PM), além e o delegado responsável pela investigação do ocorrido.  A ação será uma espécie de simulado que vai “testar os protocolos da casa em situações de limite na falta de segurança”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“O delegado informou o andamento da investigação. Ele nos garantiu que vai achar e responsabilizar quem de fato fez essas ameaças. A gente discutiu medidas para que as deputadas se sintam mais seguras no trabalho”, disse ao Metrópoles a deputada Andréa Werner (PSB).

Além do teste para identificar as vulnerabilidades na segurança do parlamento, foram discutidas ações para melhorar o protocolo de entrada das pessoas à Alesp. Em alguns momentos, de forma até individualizada, com pedidos de reforço na segurança e uso de carro blindado em situações previstas no regimento, por exemplo.


Investigação

  • A Polícia Civil investiga um homem de 28 anos suspeito de ter enviado o e-mail com as ameaças às parlamentares.
  • Ele teve o celular e o computador apreendidos durante uma operação deflagrada na última segunda-feira (2/6). O homem negou o crime.
  • O envio foi destinado às 24 deputadas da Alesp. Além das ameaças de estupro e termos muito fortes, o remetente também usou mensagens de cunho racista e capacitista.
  • Deputadas de todos os campos políticos publicaram uma nota conjunta intitulada “não seremos silenciadas”.
  • No comunicado, elas dizem que “casos de violência política como esse, organizados por grupos na internet, têm sido cada vez mais comuns”.

“Fui uma das pessoas citadas nominalmente no e-mail, então, foi algo que me abalou muito. É o meu primeiro mandato. Me preocupo com a minha família. É óbvio que a gente se preocupa, ainda mais quando tem filho. E o carro blindado não protege 100% do tempo, porque em algum momento você vai sair dele. Faço muitas palestras, muitas visitas a entidades, estou sempre em cidades diferentes, então isso me preocupa. Não posso dizer que estou tranquila só porque foi feito um boletim e está sendo investigado: só vou estar tranquila quando essa pessoa for identificada de fato, presa, processada”, complementou a deputada Andréa Werner.