MPSP pede que os 3 acusados de matar Igor Peretto vão a júri popular

Para o MPSP, há indícios suficientes que os acusados Mário Vitorino, Rafaela Costa e Marcelly Peretto agiram por motivo torpe e meio cruel

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Arte/Metrópoles
Entenda quem é quem no assassinato do empresário Igor Peretto, no litoral de São Paulo. Na imagem, Igor Peretto em preto e branco e os 3 acusados pela morte - Metrópoles
1 de 1 Entenda quem é quem no assassinato do empresário Igor Peretto, no litoral de São Paulo. Na imagem, Igor Peretto em preto e branco e os 3 acusados pela morte - Metrópoles - Foto: Arte/Metrópoles

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pediu que Marcelly Peretto, Rafaela Costa e Mario Vitorino, acusados de matar o empresário Igor Peretto, na cidade de Praia Grande, litoral paulista, vão a júri popular.

A promotoria apresentou as alegações finais do caso nesta terça-feira (29/7). Para o MPSP, há indícios suficientes que os réus agiram por motivo torpe, meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

“Depois das provas colhidas (depoimentos, perícias, apreensão de celulares e reconstituição), houve a confirmação de que o conjunto probatório contra os três acusados é robusto, assim sendo, o MPSP está confiante na submissão dos acusados à júri popular”, disse o MPSP em nota.

O MPSP informou ainda que a instrução processual se encerrou e as partes estão se manifestando em alegações finais. Nessa etapa, já se manifestaram o Ministério Público e o assistente de acusação, restando, neste momento, a apresentação por parte das defesas.

MPSP pede que os 3 acusados de matar Igor Peretto vão a júri popular - destaque galeria
4 imagens
Entenda quem é quem no assassinato do empresário Igor Peretto, no litoral de São Paulo
Igor Peretto, Mário Vitorino, Marcelly Delfino Peretto e Rafaela Costa Silva
Igor Peretto e Mário Vitorino conversam no elevador antes da morte de Igor
Entenda quem é quem no assassinato do empresário Igor Peretto, no litoral de São Paulo. Imagem: Metrópoles
1 de 4

Entenda quem é quem no assassinato do empresário Igor Peretto, no litoral de São Paulo. Imagem: Metrópoles

Metrópoles
Entenda quem é quem no assassinato do empresário Igor Peretto, no litoral de São Paulo
2 de 4

Entenda quem é quem no assassinato do empresário Igor Peretto, no litoral de São Paulo

Arte/Metrópoles
Igor Peretto, Mário Vitorino, Marcelly Delfino Peretto e Rafaela Costa Silva
3 de 4

Igor Peretto, Mário Vitorino, Marcelly Delfino Peretto e Rafaela Costa Silva

Reprodução/Redes sociais
Igor Peretto e Mário Vitorino conversam no elevador antes da morte de Igor
4 de 4

Igor Peretto e Mário Vitorino conversam no elevador antes da morte de Igor

Reprodução

Relembre a morte de Igor Peretto

  • Igor foi morto a facadas, aos 27 anos, em 31 de agosto do ano passado, no apartamento da irmã, Marcelly, em Praia Grande.
  • O casal Marcelly e Mário é acusado de participar diretamente do crime, sendo o cunhado o principal suspeito de desferir os golpes que tiraram a vida do empresário.
  • Rafaela, viúva de Igor, é apontada como responsável por atrair a vítima para o local do crime, sendo pivô do homicídio.
  • De acordo com os depoimentos dos envolvidos e a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Mário e Rafaela estariam tendo um caso.
  • A viúva do empresário também teria tido relações amorosas com a cunhada, Marcelly, momentos antes do crime.
  • Para o MPSP, o trio assassinou Igor porque considerava que ele atrapalhava o triângulo amoroso.
  • A tese é rechaçada pela defesa dos réus.
  • Os advogados alegam que uma fatalidade aconteceu durante uma briga, após o uso de álcool e drogas.

Pedido de liberdade provisória negado

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou no começo do mês o pedido de liberdade provisória de Marcelly Peretto, Mário Vitorino e Rafaela Costa. O trio, acusado de homicídio qualificado, está preso desde setembro, pela morte do empresário Igor Peretto, assassinado a facadas no apartamento da irmã em 31 de agosto, em Praia Grande, no litoral paulista.

Em petições apresentadas no dia 18 de junho, dois dias após a terceira audiência de instrução do caso, os advogados do trio solicitaram que os celulares dos réus sejam devolvidos, além de que eles respondam pelo homicídio em liberdade, dentre outros pedidos.

O juiz substituto da Vara do Júri de Praia Grande, Bruno Rocha Julio, autorizou a devolução dos aparelhos, mas negou os pedidos de liberdade provisória, alegando “periculosidade” dos réus e a “violência extremada” do caso.

Alegações dos advogados

No pedido de liberdade provisória, a defesa de Marcelly alegou que a denúncia apresentada pelo MPSP é “vazia” e destoou “do conjunto probatório”.

Os advogados destacam que a investigação apontou que Marcelly “não participou de luta corporal, não produziu uma única prova sobre o suposto trisal e, tampouco, apurou qualquer vantagem econômica que a acusada teria com a morte de seu irmão”.

A defesa afirmou ainda que “fatos inverídicos” disseminados na imprensa e nas redes sociais não podem embasar uma prisão e que, pelas razões expostas, não há qualquer razão prevista em lei para manter a prisão preventiva da ré.

Os advogados de Mário Vitorino, por sua vez, afirmam que os fatos que levaram à prisão preventiva do acusado não mais existem. Eles alegam que o réu não fugiu após suposto cometimento do crime e que sofre perseguições e ameaças.

A defesa do cunhado de Igor argumentou ainda que o homicídio não foi premeditado, que nunca houve trisal e que não houve motivação financeira. Os advogados descrevem o homicídio como um “cenário passional” e uma “situação momentânea”.

Já a defesa de Rafaela Costa afirmou que a revogação da prisão preventiva da ré “se revela medida adequada, diante dos elementos colhidos após o esgotamento da prova oral, bem como em razão de não mais subsistirem os motivos ensejadores que constaram do decreto prisional”.

O que diz a acusação

Em parecer do MPSP, o promotor substituto Rafael Viana se opôs aos pedidos, afirmando que a gravidade do crime, a forma como o homicídio foi executado e a conduta dos réus após o assassinato – que teriam fugido e tentado manipular provas – “geram um clamor social e uma sensação de impunidade que abalam a ordem pública”.

“A manutenção da prisão preventiva é essencial para resguardar a credibilidade da Justiça e evitar a reiteração delitiva, transmitindo à sociedade a segurança de que crimes de tamanha gravidade não ficarão impunes e que os responsáveis serão devidamente processados”, afirmou o promotor.

A promotoria destacou ainda que, anteriormente, desembargadores do TJSP e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) já haviam negado, de forma unânime, outros habeas corpus que solicitavam a liberdade dos réus.

Juiz falou em violência extremada

Em decisão no dia 30 de junho, o juiz Bruno Rocha Julio negou os pedidos de liberdade provisória afirmando que a prisão preventiva foi “decretada para a garantia da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal”.

Para o magistrado, a garantia da ordem pública se fundamenta na “periculosidade” dos réus, o que ficou comprovado pelo modus operandi do homicídio.

“Os autos narram um crime de violência extremada, executado com brutalidade incomum, evidenciada pelos múltiplos golpes de faca – aproximadamente 40, segundo a denúncia – desferidos em diversas regiões do corpo da vítima, conforme detalhado no laudo necroscópico”, destacou o juiz.

Ele alegou ainda que a conduta dos réus após o suposto crime justifica a prisão dos suspeitos. Nesse sentido, ele cita a fuga do trio do distrito onde o homicídio ocorreu, “com o réu Mário sendo localizado e preso em outra comarca”, além das alegadas tentativas de alterar os vestígios do assassinato, “como o apagamento de dados de aparelhos celulares”.

MPSP pede que os 3 acusados de matar Igor Peretto vão a júri popular - destaque galeria
6 imagens
Quarto onde Mário e Rafaela ficaram em Pindamonhangaba. - Imagem: Polícia Civil
Suíte 25 do Motel Miami, onde Rafaela e Mário se hospedaram. Imagem: Polícia Civil
Honda HR-V preto de Mário. Imagem: Polícia Civil
Carro de Mário abandonado no centro de Pindamonhangaba. Imagem: Polícia Civil
Manchas de sangue no veículo. Imagem: Polícia Civil
Motel em que Rafaela Costa da Silva e Mário Vitorino da Silva Neto foram após assassinato de Igor Peretto. Imagem: Polícia Civil
1 de 6

Motel em que Rafaela Costa da Silva e Mário Vitorino da Silva Neto foram após assassinato de Igor Peretto. Imagem: Polícia Civil

Polícia Civil
Quarto onde Mário e Rafaela ficaram em Pindamonhangaba. - Imagem: Polícia Civil
2 de 6

Quarto onde Mário e Rafaela ficaram em Pindamonhangaba. - Imagem: Polícia Civil

Polícia Civil
Suíte 25 do Motel Miami, onde Rafaela e Mário se hospedaram. Imagem: Polícia Civil
3 de 6

Suíte 25 do Motel Miami, onde Rafaela e Mário se hospedaram. Imagem: Polícia Civil

Honda HR-V preto de Mário. Imagem: Polícia Civil
4 de 6

Honda HR-V preto de Mário. Imagem: Polícia Civil

Polícia Civil
Carro de Mário abandonado no centro de Pindamonhangaba. Imagem: Polícia Civil
5 de 6

Carro de Mário abandonado no centro de Pindamonhangaba. Imagem: Polícia Civil

Polícia Civil
Manchas de sangue no veículo. Imagem: Polícia Civil
6 de 6

Manchas de sangue no veículo. Imagem: Polícia Civil

Polícia Civil

Para o magistrado, os fatos “demonstram a necessidade da custódia para garantir a finalidade do processo e a eventual aplicação da lei penal”.

Na decisão, ele declarou encerrada a instrução processual, o que significa que foram colhidas provas suficientes para julgar o caso, na visão do juiz.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?