MPSP pede júri popular para acusados de matar estudante trans

A estudante da Unesp Carmen de Oliveira Alves foi morta no Dia dos Namorados em 2025. Namorado e outras duas pessoas são acusados do crime

atualizado

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Imagem colorida de uma estudante trans de cabelos escuros cacheados e olhos pretos - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de uma estudante trans de cabelos escuros cacheados e olhos pretos - Metrópoles - Foto: Arquivo Pessoal

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu à Justiça que os três acusados de matar a estudante trans Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, sejam levados à júri popular. Carmen foi encontrada morta após desaparecer no dia 12 de junho de 2025, em Ilha Solteira, interior de São Paulo.

Três homens são acusados de participação no assassinato e na ocultação de cadáver da estudante. O namorado da vítima, Marcos Yuri Amorim, e o policial militar ambiental da reserva Roberto Carlos Oliveira já estão presos por participação no crime e um terceiro homem, chamado Paulo Henrique Messa, segue foragido.

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A jovem desapareceu após fazer uma prova do curso de zootecnia, no dia 12 de junho, quando foi vista pela última vez, na saída do Campus Ilha Solteira da Unesp
Sem respostas por quase 29 dias, amigos e familiares de Carmen iniciaram movimentos de buscas nas redes sociais
Carmen de Oliveira Alves, estudante assassinada
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Carmen de Oliveira Alves, estudante assassinada

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A jovem desapareceu após fazer uma prova do curso de zootecnia, no dia 12 de junho, quando foi vista pela última vez, na saída do Campus Ilha Solteira da Unesp
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A jovem desapareceu após fazer uma prova do curso de zootecnia, no dia 12 de junho, quando foi vista pela última vez, na saída do Campus Ilha Solteira da Unesp

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Sem respostas por quase 29 dias, amigos e familiares de Carmen iniciaram movimentos de buscas nas redes sociais
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Sem respostas por quase 29 dias, amigos e familiares de Carmen iniciaram movimentos de buscas nas redes sociais

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O pedido foi feito pela promotora Laís Bazanelli Marques dos Santos Deguti, de Ilha Solteira, e aguarda a decisão judicial. Segundo o MPSP, o processo está na fase de alegações finais.

A denúncia contra os acusados foi feita pelo MPSP em outubro de 2025. Segundo a promotoria, Marcos Amorim e Roberto Oliveira mantinham um relacionamento e teriam trabalhado em conjunto para matar a estudante e ocultar o corpo de Carmen. Paulo Messa teria ajudado na ocultação do corpo e na destruição de provas do crime e teve sua prisão pedida na mesma ocasião.


Feminicídio da estudante trans

  • Carmen foi vista pela última vez em 12 de junho de 2025, Dia dos Namorados, por volta das 10h em Ilha Solteira, vestindo calça jeans e uma blusa verde. Ela estava em uma bicicleta elétrica.
  • A Polícia Civil passou a investigar o caso. Fez buscas pela estudante com auxílio de amigos e familiares da jovem.
  • Com o avanço das investigações, dois suspeitos foram presos temporariamente, em 10 de julho: Marcos Yuri Amorim, namorado de Carmen, e Roberto Carlos Oliveira, policial militar ambiental da reserva.
  • Segundo o delegado Miguel Rocha, responsável pela investigação do caso, os homens estavam envolvidos em uma relação amorosa e teriam trabalhado em conjunto para matar a estudante e ocultar o corpo.
  • A apuração apontou ainda que Marcos Yuri matou Carmen porque não queria assumir a relação.
  • Buscas no notebook da estudante mostraram que ela tinha um dossiê contra o rapaz, com provas de roubos e furtos que ele teria cometido em Ilha Solteira.
  • A jovem teria usado o dossiê para pressionar o namorado a assumir a relação.

A denúncia da promotoria destacou, ainda, que Carmen enviou mensagens a uma amiga meses antes do crime, relatando que vinha sendo ameaçada. A vítima também afirmou que, caso algo acontecesse algo com ela, o responsável seria o companheiro.

Depoimentos inconsistentes

A primeira reconstituição do feminicídio foi feita com base na versão de Roberto, que acompanhou a equipe de investigação. Um dos suspeitos presos, inclusive, confessou anteriormente à polícia que a estudante trans estava morta. O homem, todavia, não confirmou ter participado do crime.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), que não cita quem teria admitido a morte da mulher, um dos presos confessou que a jovem foi assassinada com o uso de um pedaço de ferro e uma faca, após uma discussão. Contudo, os depoimentos dos acusados têm inconsistências.

De acordo com Lucas de Oliveira, irmão de Carmen, a confissão foi feita por Roberto. Ele teria dito à polícia que, quando chegou ao local do crime, a estudante já estava morta, caída no chão. Yuri, por outro lado, nega participação no homicídio.

“O Roberto fala que não participou da ocultação do corpo, que quem fez isso foi o Yuri, e o Yuri fala que foi o Roberto que sumiu com o corpo. Um está jogando para o outro”, explica. “Na versão do Yuri, ele deu uma pancada na cabeça [de Carmen], ele chamou o Roberto para ajudar, e o Roberto ‘terminou de matar ela’”, completou.

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