MPSP investiga médico que incentivou demissão de eleitores de Lula
Em publicação na rede social, médico José Luiz Nora pediu que empresários verificassem redes sociais de empregados se fizeram o "L"

São Paulo — Derrotado nas eleições de 2024, ao disputar ao cargo de prefeito de Mogi Guaçu, interior paulista, o médico José Luiz Nora (foto em destaque à esquerda), conhecido como Dr, Nora, é investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por incitar empresários a assediar funcionários que eventualmente tenham votado no presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito deste ano.
Uma postagem do médico em redes sociais também menciona possíveis demissões em massa motivadas por cunho político.
Dr, Nora escreveu, horas depois da votação do último domingo (25/10), em que Lula foi reeleito: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez o ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, disse. O post foi excluído.
Na véspera da eleição de domingo, Dr. Nora organizou um ato de apoio ao então candidato Flávio Bolsonaro (PL) (veja galeria de imagens acima).
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPNa notícia de fato que baseou a abertura de uma investigação no MPSP, a promotora Carolina Carvalho Ferreira Alves Nassa afirma que as publicações do médico configuram “incitação ao assédio eleitoral, à discriminação política nas relações de trabalho e assédio moral trabalhista”. Ela também considera que o conteúdo poderia ser um “estímulo público para empregadores dispensarem trabalhadores em razão de sua manifestação ou preferência político-eleitoral”.
Entre os pedidos do MPSP está a abertura de investigação criminal pela Polícia Civil para também acompanhar o caso.
O Metrópoles procurou e aguarda posicionamento de Dr Nora. O espaço segue aberto para manifestação.

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Ver todasAtaque a tiros
Durante a disputa pela Prefeitura de Mogi Guaçu, a van blindada em que Dr. Nora e outras cinco pessoas, incluindo um adolescente, estavam foi atacada, a tiros, na Rodovia Vice-Governador Almino Monteiro Álvares Afonso, no distrito Martinho Prado Júnior.
O caso foi investigado como tentativa de homicídio. Ninguém foi preso.
O médico não se elegeu ao Executivo municipal, e ficou em segundo lugar com 22.329 votos, contra o adversário eleito Rodrigo Falsetti (PSD), que conquistou 51.329 votos nas eleições de 2024.






