MPSP investiga atuação da GCM em dispersão de bloco de Carnaval em SP

A GCM usou gás lacrimogêneo e spray de pimenta na dispersão do bloco de Carnaval Vai Quem Qué, no Butantã. MPSP investiga o caso

atualizado

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1 de 1 dispersao-vai-quem-que - Foto: Imagem cedida ao Metrópoles

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) investiga a postura da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na dispersão do bloco e Carnaval Vai Quem Qué, no dia 17 de fevereiro, no bairro do Butantã, na zona oeste de São Paulo.

O procedimento foi aberto pelo Grupo de Atuação Especial no Controle Externo da Atividade Policial, Segurança Pública e Sistema Prisional (Gaesp), ala do Ministério Público que apura ocorrências ligadas às forças de autoridade da segurança pública.

O promotor estabeleceu um prazo para que a GCM explique a atuação na dispersão do bloco, mas o período não foi revelado ao Metrópoles.

Dispersão com gás lacrimogêneo e spray de pimenta

Imagens obtidas pela reportagem (veja acima) mostram um cenário de caos no arredores da Praça Boturoca, local onde o bloco havia passado. Segundo integrantes do bloco, um dos mais tradicionais do Carnaval de rua de São Paulo, fundado nos anos 1980, os foliões tinham autorização da Prefeitura para o cortejo.

No momento da confusão, parte dos foliões se protegiam da chuva nas marquises de um supermercado, enquanto outros se abrigavam em um bar.

Em nota ao Metrópoles, a Prefeitura disse à época que a GCM fazia patrulhamento na região, em apoio à SPTuris. “Durante a ação de dispersão, houve resistência pontual e arremesso de objetos contra a equipe, que atuou dentro dos protocolos de segurança para restabelecimento da ordem e garantia de proteção do público”.

A Prefeitura ainda diz que dois agentes ficaram feridos e foram encaminhados para atendimento médico, sem informar sobre o estado de saúde dos profissionais.

Em nota publicada nas redes sociais, a organização do bloco disse, na ocasião dos fatos, que a “violência policial por parte da Guarda Civil Metropolitana foi completamente desproporcional e lamentável”. Segundo o bloco, o equipamento de som foi desligado as 18h, conforme a regra da Prefeitura. “A GCM começou uma dispersão agressiva, com gás de pimenta. Um dos nossos integrantes, que foi tentar dialogar, foi espancado”, denunciou o Vai Quem Qué.

“O bloco Vai Quem Qué faz Carnaval nas ruas da cidade de São Paulo desde 1981 e nunca viu tamanho absurdo. Repudiamos e não aceitaremos que a dispersão do nosso bloco seja feita na base da porrada”, completa.

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