SP: GCM dispersa bloco com bomba de gás, spray de pimenta e cassetete
Na noite da terça-feira de Carnaval, cortejo do bloco Vai Quem Qué teve dispersão violenta no Butantã, na zona oeste
atualizado
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A Guarda Civil Metropolitana (GCM) usou, nesta terça-feira (17/2) bomba de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e cassetetes para dispersar foliões das ruas do Butantã, na zona oeste de São Paulo.
Imagens obtidas pela reportagem do Metrópoles mostram um cenário de caos no arredores da Praça Boturoca. O bloco Vai Quem Qué havia passado pelo local. Segundo integrantes do bloco, um dos mais tradicionais do Carnaval de rua de São Paulo, fundado nos anos 1980, o bloco tinha autorização da Prefeitura para o cortejo desta terça-feira.
No momento da confusão, parte dos foliões se protegiam da chuva nas marquises de um supermercado, enquanto outros se abrigavam em um bar.
É possível ver um homem entrar no bar coçando os olhos, possivelmente devido a ardência causada pelo uso de spray de pimenta. Em meio a ação violenta, os foliões entoaram gritos contra a Polícia Militar (PM), que também apareceu no local, e reagiram aos ataques.
Em nota ao Metrópoles, a Prefeitura disse que a GCM fazia patrulhamento na região, em apoio à SPTuris. “Durante a ação de dispersão, houve resistência pontual e arremesso de objetos contra a equipe, que atuou dentro dos protocolos de segurança para restabelecimento da ordem e garantia de proteção do público”. A Prefeitura ainda diz que dois agentes ficaram feridos e foram encaminhados para atendimento médico, sem informar sobre o estado de saúde dos profissionais.
Em nota publicada nas redes sociais, a organização do bloco disse que a “violência policial por parte da Guarda Civil Metropolitana foi completamente desproporcional e lamentável”. Segundo o bloco, o equipamento de som foi desligado as 18h, conforme a regra da Prefeitura. “A GCM começou uma dispersão agressiva, com gás de pimenta. Um dos nossos integrantes, que foi tentar dialogar, foi espancado”, denunciou o Vai Quem Qué.
“O bloco Vai Quem Qué faz Carnaval nas ruas da cidade de São Paulo desde 1981 e nunca viu tamanho absurdo. Repudiamos e não aceitaremos que a dispersão do nosso bloco seja feita na base da porrada”, completa.
CORREÇÃO
A matéria foi atualizada no dia 18/2 para informar que o bloco tinha autorização da Prefeitura para fazer o cortejo de terça-feira, ao contrário do que foi informado inicialmente.

