Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

MPSP defende manutenção de Marcola em presídio federal: "Líder do PCC"

Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu que Justiça negue solicitação de líder do PCC para deixar presídio de segurança máxima

18/11/2023 05:30, atualizado 18/11/2023 12:38
Hugo Barreto/Metrópoles
Marcola: líder do PCC é levado a hospital no DF sob forte esquema de segurança

São Paulo — O Ministério Público de São Paulo (MPSP) se opôs a um pedido da defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, para que o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) deixe a Penitenciária Federal de Brasília, considerada um presídio de segurança máxima, e volte ao sistema carcerário estadual.

Marcola está na penitenciária em Brasília desde o início do ano, quando foi transferido de Porto Velho, em Rondônia, por prevenção contra um suposto plano de fuga. A Justiça de São Paulo renovou a estadia dele no presídio federal por mais um ano no fim de 2022. Sua defesa apelou da decisão. O recurso teve parecer contrário da Procuradoria-Geral de Justiça.

O pedido referente ao próximo ano continua em análise pela Justiça de São Paulo em primeiro grau. Ainda não houve sequer manifestação da Secretaria de Administração Penitenciária, necessária para o julgamento do caso.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

No presídio federal de segurança máxima, Marcola fica isolado, é supervigiado e perde direito a visita íntima. Todas as conversas em parlatório são gravadas, e o detento só tem direito a 2 horas de banho de sol. O líder máximo do PCC acumula condenações de mais de 300 anos de prisão.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Segundo o MPSP, a medida se justifica porque “restou comprovado que o recorrente é integrante ativo” do PCC, além de ser um “dos fundadores e elemento de grande importância nesta organização criminosa”. “É fato público e notório que não exige maiores investigações”, afirma o procurador João Antonio Santos Rodrigues.

MPSP defende manutenção de Marcola em presídio federal: “Líder do PCC” - destaque galeria
9 imagens
Marcola ao telefone, enquanto fala com a esposa, durante visita dela à prisão
Chefe máximo do PCC, Marcola é escoltado para fazer exame em hospital do DF, em janeiro de 2020
Marcola chamou Soriano de "psicopata"
Ao menos 90 policiais foram mobilizados para a escolta do preso
Marcola estava em Porto Velho e foi transferido para a Papuda
Marcola é apontado como líder máximo do PCC
1 de 9

Marcola é apontado como líder máximo do PCC

Reprodução
Marcola ao telefone, enquanto fala com a esposa, durante visita dela à prisão
2 de 9

Marcola ao telefone, enquanto fala com a esposa, durante visita dela à prisão

Reprodução/ TV Globo
Chefe máximo do PCC, Marcola é escoltado para fazer exame em hospital do DF, em janeiro de 2020
3 de 9

Chefe máximo do PCC, Marcola é escoltado para fazer exame em hospital do DF, em janeiro de 2020

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Marcola chamou Soriano de "psicopata"
4 de 9

Marcola chamou Soriano de "psicopata"

Hugo Barreto/Metrópoles
Ao menos 90 policiais foram mobilizados para a escolta do preso
5 de 9

Ao menos 90 policiais foram mobilizados para a escolta do preso

Hugo Barreto/Metrópoles
Marcola estava em Porto Velho e foi transferido para a Papuda
6 de 9

Marcola estava em Porto Velho e foi transferido para a Papuda

Hugo Barreto/Metrópoles
Equipes de policiais contaram com integrantes de diferentes corporações e grupamentos
7 de 9

Equipes de policiais contaram com integrantes de diferentes corporações e grupamentos

Hugo Barreto/Metrópoles
Marcola está detido na Penitenciária Federal de Brasília
8 de 9

Marcola está detido na Penitenciária Federal de Brasília

Hugo Barreto/Metrópoles
Detento passou por exames de rotina
9 de 9

Detento passou por exames de rotina

Hugo Barreto/Metrópoles

O procurador enfatiza que Marcola “se enquadra perfeitamente” nas hipóteses previstas na lei que regulamenta a transferência de presos para penitenciárias de segurança máxima: “Desempenha função de liderança e participa de forma relevante em organização criminosa” e “está envolvido em incidentes de fuga, de violência ou de grave indisciplina no sistema prisional de origem”.

Prisão federal

Nos autos do processo, o advogado Bruno Ferullo afirma que a “mera opinião” de que Marcola “participa da organização criminosa não está comprovada”, e que suas “garantias materiais e processuais têm sido ignoradas pela Justiça”.

Em setembro, Cynthia Giglioli Herbas Camacho, a mulher de Marcola, alegou que ele estaria “passando fome” no presídio em Brasília. O governo federal rebateu a afirmação informando que o líder do PCC fazia seis refeições por dia na unidade.

Quando Marcola foi transferido para Brasília, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que a ação visava “garantir a segurança da sociedade”.

Como mostrou o Metrópoles, a operação de transferência custou R$ 258 mil. Ele foi transferido em um jato acompanhado de dois helicópteros e 30 viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

MPSP defende manutenção de Marcola em presídio federal: "Líder do PCC"