MPSP apura formação de cartel e improbidade em obras emergenciais
Tribunal de Contas identificou aumento de contratos sem licitação e concentração em um grupo específico. Prefeitura diz que seguiu lei

São Paulo — O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu inquérito para investigar supostas irregularidades, como formação de cartel e improbidade administrativa, da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em contratos para obras emergenciais.
Entenda o caso
- Baseada em levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), a promotoria afirma que há indícios de aumento “exponencial” na quantidade de contratos sem licitação para obras emergenciais “sem que tenham, em tese, tal característica”.
- O TCM analisa a regularidade do contrato da obra de contenção do Córrego Lajeado, no Itaim Paulista, na zona leste da capital paulista, realizada em 2021.
- Além disso, o órgão identificou uma concentração de contratos em um grupo específico, indicando formação de cartel.
Segundo o MPSP, as irregularidades apontadas indicam violação dos princípios gerais da Administração Pública, “podendo configurar ato de improbidade”.

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Ver todasQuestionada, a Prefeitura de São Paulo afirmou que as contratações de obras emergenciais seguem “todos os ritos legais vigentes, atendendo integralmente os requisitos exigidos”.
Sobre o Córrego Lajeado, a gestão Nunes disse que a obra foi executada conforme o projeto aprovado, e entregue em abril de 2023.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“Cabe ressaltar que todos os questionamentos do Ministério Público feitos por meio de Inquérito Civil foram respondidos integralmente pela Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras. A Procuradoria Geral do Município segue acompanhando o caso”, completou, em nota.



