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São Paulo

Justiça impede casal de retirar árvores da Mata Atlântica em São Paulo

Na decisão, o juiz cancelou autorizações da Cetesb e determinou reparação integral dos prejuízos causados à natureza em Campos do Jordão

11/02/2025 18:19
Zigh Koch/SOS Mata Atlântica
Foto colorida mostra área de desmatamento na Mata Atlântica - Metrópoles

São Paulo — Um casal foi impedido pela Justiça de prosseguir com a construção de uma residência em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, devido à retirada de vegetação da Mata Atlântica. O processo tramita na 1ª Vara do município, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Segundo o Ministério Público (MPSP), os réus obtiveram autorização para cortar araucárias pinho-bravo e outras árvores nativas, pelo sistema Via Rápida Ambiental, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). No entanto, o juiz Mateus Veloso Rodrigues Filho entendeu que a plataforma é falha e prejudicial ao meio ambiente por permitir a concessão sem a realização de vistoria técnica.

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Na sentença, proferida em 27 de janeiro, o magistrado determinou que a mulher e o homem devem reparar integralmente os danos causados à natureza. Além disso, estabeleceu pena de multa de R$ 20 mil por cada eventual descumprimento.


Retirada de vegetação da Mata Atlântica

  • A ação foi movida pela Promotoria de Justiça de Campos do Jordão, a pedido do promotor Jamil Simon.
  • A decisão anula autorizações e licenças concedidas pela Cetesb para retirada de árvores no terreno, situado em um loteamento.
  • Laudos elaborados por especialistas do Centro de Apoio à Execução (CAEx) demonstraram que o casal derrubou árvores de floresta ombrófila densa em estágio médio de regeneração, com espécies de árvores ameaçadas de extinção.

Justiça impede casal de retirar árvores da Mata Atlântica em São Paulo