
MPE pede impugnação de Ney Santos por ficha criminal e ligação com PCC
Ney Santos já foi condenado por abuso de poder econômico, além de ser réu em ações de organização criminosa e lavagem de dinheiro

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) de São Paulo protocolou uma ação de impugnação de registro de candidatura contra o candidato a deputado federal Claudinei Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos (Republicanos-SP). O motivo, segundo o procurador Paulo Taubemblatt, que assina o pedido, é o “extenso histórico criminal” de Santos e as “suspeitas de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC)”.
Para o Ministério Público Federal (MPF), a candidatura de Ney, que é ex-prefeito de Embu das Artes, na Grande São Paulo, representa um “risco à soberania popular e à integridade das instituições democráticas”.
O histórico criminal a que o PRE se refere diz respeito a ações das quais o candidato foi alvo ao longo dos últimos anos, como por exemplo:
- Abuso de poder econômico: Ney Santos já foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por financiamento ilegal de campanha nas eleições de 2016, ficando inelegível por oito anos;
- Organização criminosa e lavagem de dinheiro: o político é réu em ações ligadas ao tráfico de drogas, envolvendo movimentações patrimoniais irregulares e o uso de postos de gasolina;
- Porte de arma e crimes econômicos.
Além da questão criminal, a PRE também apontou falhas técnicas no pedido de registro. Segundo a entidade, Ney Santos teria apresentado documentação incompleta, o que já seria suficiente para impedir o processamento da candidatura.
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Ver todasAgora, o Ministério Público Eleitoral pede o indeferimento definitivo do registro e a produção de provas adicionais. O caso está sob análise do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
O Metrópoles tentou contato com a defesa de Ney Santos, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.



