Morre Leivinha, ídolo da 2ª academia de futebol do Palmeiras
João Leiva Campos Filho, 76 anos, morreu nesta quinta-feira (4/6), em decorrência das consequências de Alzheimer
atualizado
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O ex-jogador de futebol João Leiva Campos Filho, 76 anos, conhecido como Leivinha, morreu nesta quinta-feira (4/6), em decorrência das consequências de Alzheimer.
Leivinha foi camisa 8 da segunda academia do Palmeiras, nos anos 1970, e se tornou um dos ídolos eternos do clube pelo qual disputou 267 jogos — obtendo 158 vitórias, 80 empates, sofrido 29 derrotas e 108 gols anotados. Um legado que atravessou gerações.
O ex-craque era tio do ex-volante Lucas Leiva, que iniciou a sua carreira no Grêmio e teve passagem de sucesso pelo Liverpool, da Inglaterra, e Lazio, da Itália, além de defender a Seleção Brasileira.
“Um meia-atacante de toques rápidos, presença de área e excelente finalização, que figura entre os 15 maiores artilheiros da história do clube e entre os cinco que mais foram às redes pelo Verdão em Campeonato Brasileiro”, diz o texto publicado no site oficial do Palmeiras em homenagem ao craque.
ETERNO! 💚
Morreu nesta quinta-feira (04) João Leiva Campos Filho, um dos grandes ídolos da Sociedade Esportiva Palmeiras. Craque com os pés e a cabeça, Leivinha foi um dos símbolos da Segunda Academia, que encantou o Brasil na primeira metade da década de 1970. Um meia-atacante… pic.twitter.com/sZeflKbwl1
— SE Palmeiras (@Palmeiras) June 4, 2026
História e Seleção Brasileira
O jovem de Novo Horizonte (SP), nascido em 11 de setembro de 1949, iniciou a vida futebolística aos 15 anos de idade, em Lins (SP), município localizado na mesma região de sua cidade natal. “O jogo estava no sangue da família”, destacou, anos mais tarde, o atleta cujos irmão gêmeos Dadá e Didi também foram profissionais da bola. Ele também jogou pela Portuguesa, Atlético de Madri e São Paulo, antes de encerrar a carreira aos 29 anos, devido a problemas físicos.
O polêmico gol anulado contra o São Paulo
Leivinha também foi o personagem principal de um dos lances mais polêmicos e discutido até os dias atuais por torcedores do Palmeiras, ocorrido na rodada decisiva do Campeonato Paulista de 1971, contra o São Paulo, no estádio do Morumbi.
O jogador subiu em uma disputa de bola e testou com força para o gol. Mo entanto, o árbitro Armando Marques anulou o lance, alegando que o palmeirense teria usado a mão. “Foi uma pergunta que eu tive de responder muitas vezes. O Armando queria ser o personagem da partida. O verdadeiro juiz é aquele que passa despercebido nos jogos”, lamentou Leivinha.