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São Paulo

Moraes intima hospitais de SP em ação sobre aborto após 22 semanas

Ministro Alexandre de Moraes determinou que as diretorias de cinco hospitais paulistanos sejam intimadas a responder se cumprem liminar

19/06/2024 15:51, atualizado 19/06/2024 18:03
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Gustavo Moreno/SCO/STF
O ministro do STF Alexandre de Moraes ordenou relatórios extraoficiais contra ex-Jovem Pan quando presidiu o TSE, diz a Folha de S. Paulo.

São Paulo – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que as diretorias de cinco hospitais paulistanos sejam intimadas a responder, em até 48 horas, se estão cumprindo a liminar que vetou a punição de médicos em casos de abortos legais feitos em gestantes com mais de 22 semanas de gravidez.

Foram intimadas a direção dos hospitais municipais Vila Nova Cachoeirinha, Doutor Cármino Caricchio, Doutor Fernando Mauro Pires da Rocha; Tide Setúbal; e Professor Mário Degni. A determinação de Moraes prevê a “responsabilização pessoal” dos dirigentes das unidades caso eles não respondam a intimação.

A determinação foi publicada no processo que julga uma resolução do Conselho Federal de Medicina que proibiu a realização de abortos em mulheres a partir da 22ª semana de gestação. Após a publicação da resolução, o PSol acionou o STF alegando que a decisão do CFM viola um direito fundamental.

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1141 ainda não foi julgada, mas uma liminar assinada por Moraes suspendeu os efeitos da resolução em 17 de maio.

Ao Metrópoles, a Prefeitura de São Paulo, não informa em quais hospitais o aborto pode ser realizado após a 22ª semana de gestação. A reportagem tem questionado sobre o assunto diariamente, desde segunda-feira (17/6), sem obter retorno.

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