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Fã de parques de diversões construiu montanhas-russas no quintal

Gustavo Machado, de 22 anos, criou o próprio playground em SP com apoio da família. Atualmente, o paulista estuda engenharia mecânica

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Gustavo Machado, construtor de montanhas-russas - Metrópoles
1 de 1 Gustavo Machado, construtor de montanhas-russas - Metrópoles - Foto: Material cedido ao Metrópoles

São Paulo — Os parques de diversões estão no imaginário de crianças pelo mundo todo. No caso de Gustavo Machado, de 22 anos, a admiração tomou proporções nada convencionais. Na adolescência, o jovem — natural de Caieiras, na região metropolitana de São Paulo — começou a construir montanhas-russas. Com o apoio dos pais e do avô, o quintal da família virou um verdadeiro playground.

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Apaixonado por parques de diversões, o jovem já construiu duas montanhas-russas no quintal de casa
O paulista estuda engenharia mecânica
Gustavo Machado tem 22 anos
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Apaixonado por parques de diversões, o jovem já construiu duas montanhas-russas no quintal de casa

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O paulista estuda engenharia mecânica
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O paulista estuda engenharia mecânica

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Parque de diversões no quintal de casa

Gustavo Machado conta que é encantado por parques de diversões desde que “se entende como gente”. Aos 7 anos, teve a oportunidade de conhecer a Disneyland, em Orlando, nos Estados Unidos, e a empolgação com a temática só aumentou.

Aos 14, ele já sabia que queria fazer o próprio brinquedo gigante, mas ainda não sabia exatamente como executar. Aos 16, começou a estudar sozinho desenho técnico. Com o conhecimento conquistado, aos 18, Gustavo deu vida ao primeiro projeto.

Em um terreno no quintal de casa, a montanha-russa da estreia foi produzida com madeira e PVC, a partir do uso principalmente de uma serra elétrica. Grande parte do material, inclusive, foi doado por um colega incentivador.

“É um processo trabalhoso e requer atenção, mas basicamente começo com a experiência que quero passar na montanha-russa. As forças físicas centrípeta e a centrífuga são levadas em consideração”, explica.

A partir da segunda montanha-russa, o paulista começou a usar 100% de aço. Para garantir a segurança necessária, ele se atenta a direcionamentos específicos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

“Uma medida que eu tomo é sempre ter um plano B. Se faço um carrinho que joga para cima, por exemplo, gosto de ter a segurança de colocar uma estrutura mecânica que sustenta por trás, porque, em uma situação hipotética em que a rodinha quebra, a própria estrutura vai bater no trilho e o carrinho não sai voando. O mesmo vale para o cinto, com dois mecanismos de trava”, detalha Gustavo.

Ao todo, Gustavo já construiu cinco montanhas-russas. Uma delas foi a convite de um youtuber norte-americano e as últimas para uma empresa, com a qual ele tem um contrato de trabalho atualmente. As duas que estão no terreno do avô continuam ativas, sob manutenção.

A escolha da faculdade em engenharia mecânica foi guiada pela vontade de transformar o amor por montanhas-russas em profissão. “A maioria das escolhas da minha vida foram baseadas em parques de diversões”, reconhece o estudante.

Veja vídeo de montanha-russa em funcionamento:

 

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