Ministro rebate especulação sobre proibição para avião baixar altitude
Ministro dos Portos e Aeroportos disse que ainda não foi encontrado contato do piloto do avião que caiu em Vinhedo com torres de controle

Vinhedo – O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que é prematuro estabelecer qualquer causa para o acidente aéreo que matou 61 pessoas em Vinhedo, no interior paulista, nessa sexta-feira (9/8), e rebateu especulações sobre uma suposta proibição de controladores de voo para o avião diminuir a altitude por causa da formação de gelo nas asas, considerada uma das principais hipóteses para a queda da aeronave.
Pouco tempo após a tragédia, circularam em grupos de WhatsApp mensagens dizendo que o piloto Danilo Santos Romano, de 35 anos, “pediu permissão para reduzir altitude” porque o gelo estava entre os níveis de 12 mil pés a 21 mil pés e o avião voava a cerca de 15 mil pés, mas que o “controle negou”. Segundo o ministro, contudo, até a noite dessa sexta-feira, não havia sido encontrado nenhum registro de comunicação entre a aeronave e as torres de comando.
“Uma informação que nos chegou é que não foi feito, até o momento não se identificou, nenhum contato da aeronave, dos pilotos, com as torres de controle. Essa é uma informação importante, até porque algumas notícias surgiram aí nas redes sociais, mas é hora de muita serenidade e equilíbrio, para que a gente possa ajudar as famílias das vítimas e poder, de fato, na hora certa, dar um diagnóstico que possa traduzir o que houve nesse fato lamentável”, disse Silvio Costa Filho.
O ministro afirmou também que é importante a agilidade para determinar o que de fato provocou a queda do avião da VoePass. “A gente vai acelerar nessas próximas 24 horas. Os corpos começam a ser retirados daqui a pouco. Naturalmente, dentro de uma segurança que possa preservá-los para a investigação”, afirmou Silvio Costa Filho a jornalistas, na noite dessa sexta-feira, em Vinhedo.
Segundo o ministro, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já identificou que todos os tripulantes estavam regulares, assim como a aeronave e o voo. “É muito importante que o Cenipa [órgão da Aeronáutica que investiga as causas de acidentes aéreos], ao lado de todos os órgãos, técnicos de controle, possam, o quanto antes, apresentar, de fato, o que houve em relação a esse acidente aéreo que, sem dúvida alguma, vai deixar marcada a história do nosso Brasil”, disse.
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Ver todasCosta Filho afirmou também que “é um momento de unidade, de construção coletiva, de unidade nacional” para ajudar as famílias na véspera do Dia dos Pais e agradeceu aos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).
A aeronave saiu de Cascavel, no Paraná, às 11h58 dessa sexta-feira, e tinha como destino o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. No avião havia 57 passageiros e 4 tripulantes. As 62 pessoas que estavam na aeronave morreram (veja lista). Inicialmente, a companhia aérea havia informado que 61 pessoas estavam a bordo.




















