MEZ-RZK Novo Centro vence leilão do novo Centro Administrativo de SP. Vídeo
O governo de SP realizou, na manhã desta quinta-feira (26/2), o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) do Novo Centro Administrativo
atualizado
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O consórcio MEZ-RZK Novo Centro, formado pelas empresas Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RKZ e Iron Property, venceu o leilão desta quinta-feira (26/2) e será o responsável por construir e gerir a nova sede administrativa do governo de São Paulo, no centro da capital paulista.
Veja fotos do projeto:
As empresas apresentaram a proposta com o menor valor para a chamada contraprestação, que é a verba paga pelo governo estadual mensalmente para o responsável pela gestão do espaço.
O valor máximo de contraprestação que poderia ser cobrado pelas empresas era de R$ 76,6 milhões por mês em uma estimativa de 25 anos, ou seja, um total de R$ 22,9 bilhões. O consórcio vencedor ofereceu desconto de 9,62% e aceitou receber mensalmente R$ 69,2 milhões.
Além da contraprestação, o governo vai investir R$ 3,4 bilhões na etapa de obras e a futura concessionária colocará R$ 2,7 bilhões no projeto, que será feito por meio da Parceria Público-Privada (PPP).
Inicialmente, quando a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou o projeto, a estimativa era de que o custo fosse de cerca de R$ 4 bilhões.
Mudanças no projeto arquitetônico, como a inclusão de mais vagas de garagem — em um contrassenso com a ideia de incentivar o uso do transporte público pelos 22 mil servidores — foram responsáveis por elevar os custos previstos.
A concessionária será responsável pela operação e manutenção do complexo durante toda a concessão, incluindo serviços de limpeza, segurança e conservação.
O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório Ópera Quatro Arquitetura, que venceu o concurso organizado pelo Departamento de São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).
O governo aposta na construção como uma forma de revitalizar o centro da capital paulista, gerando mais empregos e mais circulação de pessoas na região. Para isso, no entanto, serão feitas desapropriações que geraram críticas de moradores do entorno.
Além dos prédios novos que serão construídos no entorno do Parque Princesa Isabel, a gestão Tarcísio prevê restaurar 17 imóveis tombados e a ampliar em mais de 40% as áreas verdes do Parque.














