SP vai demolir 67 imóveis para instalar nova sede do governo no centro
Gestão Tarcísio publicou comunicado de abertura de licitação para selecionar empresa que vai demolir imóveis no entorno da futura sede
atualizado
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O governo de São Paulo publicou, nesta terça-feira (8/7), um comunicado de abertura de licitação para selecionar a empresa responsável pela demolição de 67 imóveis no entorno da praça Princesa Isabel e do Palácio Campos Elíseos, na região central da capital.
A medida faz parte do processo de implementação da nova sede administrativa da gestão estadual, que será transferida do Palácio dos Bandeirantes, na zona sul, para o centro da cidade.
De acordo com o comunicado da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), publicado no Diário Oficial, a empresa vencedora da licitação será responsável pelas obras e serviços de demolição dos imóveis situados nas quadras 25, 34, 46, 48 e 52.
O edital completo será disponibilizado no site da CDHU nesta quinta-feira (10/7). Os esclarecimentos de dúvidas ocorrerão até o dia 24 de julho e a abertura das propostas será no dia 31 do mesmo mês.
Demolições
De acordo com o governo, a contratação em questão tem como objetivo atuar nas quadras para as quais houve declaração de utilidade pública, publicada em decreto em março do ano passado.
“Como não há ainda a contratação de empresa e os imóveis estão em processo de desapropriação, não é possível estabelecer um cronograma neste momento. As demolições só ocorrerão depois da imissão na posse autorizada pelo juiz do processo ou, antes disso, se houver autorização expressa do proprietário”, informou a gestão Tarcísio.
Segundo a gestão paulista, a área de intervenção para a construção do novo centro administrativo abrange 6 quadras — as cinco previstas na licitação mais a quadra onde está o Palácio Campos Elíseos. Elas estão localizadas no quadrilátero formado pela avenida Duque de Caxias, rua Conselheiro Nébias, Alameda Nothmann e Alameda Barão de Piracicaba.
O edital de concessão do novo centro administrativo do Executivo estadual foi publicado pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 24 de junho. O documento prevê a demolição de edifícios da região para abrir espaço aos novos prédios do governo e inclui a desapropriação das cinco quadras no entorno do Parque Princesa Isabel.
A área foi tomada por dependentes químicos em 2022. Após a retirada dessa população, a antiga praça foi cercada por grades e transformada em parque municipal. A concessionária que vencer o edital deverá apresentar um plano de reassentamento dos moradores do local em até 45 dias após a assinatura do contrato.
Novo centro administrativo
O projeto prevê a transferência da sede do governo do estado do Morumbi, na zona oeste, para os Campos Elíseos, na região central de São Paulo.
Com valor estimado em R$ 5,43 bilhões, o contrato para a construção do novo centro tem entrega prevista para 2030. A transferência da sede do Executivo é uma promessa de campanha de Tarcísio e deve ser utilizada como vitrine caso ele decida disputar a reeleição no estado de São Paulo.
Para isso, o governo pretende finalizar o processo de concessão ainda este ano: as empresas interessadas na concorrência internacional devem entregar suas propostas até 6 de outubro de 2025. A abertura dos envelopes vai acontecer em 10 de outubro na sede da B3, no centro da capital.
A mudança para o centro prevê a concentração de 22 mil servidores, que hoje estão distribuídos por mais de 40 imóveis da capital, em um único complexo, idealizado pelo escritório de arquitetura paulistano Opera Quatro.
Entenda o edital da nova sede
- O Novo Centro Administrativo será construído por meio de uma parceria público-privada.
- O valor estimado do contrato é de R$ 5,43 bilhões.
- Vai vencer o edital a empresa que ofertar menor valor da contraprestação pública. O valor máximo da contraprestação é de R$ 69 milhões mensais.
- O projeto tem previsão para ser entregue em 2030.
- A concessionária será responsável pelas desapropriações e reassentamentos. Os custos previstos para esse processo, que inclui a construção de novas habitações, é de R$ 637 milhões.
- Em maio deste ano, a gestão aprovou a versão final do edital após as consultas públicas, com aumento no investimento previsto de R$ 4 bilhões para R$ 5,4 bi.
O que vai mudar no centro de SP
O edital publicado no dia 24 de junho prevê um novo plano urbanístico para a região do Parque Princesa Isabel, que não deverá mais ser gradeado. Com a transferência para o centro, o terminal rodoviário que fica no local será retirado e os quarteirões ao redor do espaço serão integrados (veja imagens do projeto urbanístico acima).
A ideia do governo do estado é criar um boulevard para trânsito exclusivo de pedestres. A Rua Helvétia, a Alameda Glete — entre a Avenida Rio Branco e a Rua Conselheiro Nébias — e a Rua Guaianazes — entre a Avenida Duque de Caxias e a Alameda Glete — não terão mais fluxo de carros.
Também será feita uma pavimentação contínua prolongando o parque. Nas quatro quadras que ficam ao redor, serão construídas as novas sedes administrativas.
O Palácio dos Campos Elíseos, que foi a sede do governo entre 1915 e 1967, vai voltar a abrigar o governador. O Museu das Favelas, que ficava na área, foi transferido para o Largo Páteo do Colégio, onde ficava a Secretaria da Justiça.












