Metanol: São Bernardo é a 2ª cidade com mais casos suspeitos em SP
Uma mulher de 30 anos, contaminada pelo metanol, está no protocolo para morte cerebral. São Bernardo já notificou 56 casos suspeitos
atualizado
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A cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, já registra 56 casos suspeitos de contaminação por metanol e é o segundo município mais afetado pela alta nos casos no estado.
A Prefeitura de São Bernardo afirmou que das 56 notificações, uma contaminação já foi confirmada. É o caso de Bruna Araújo, mulher de 30 anos que está internada na UTI do Hospital das Clínicas, sedada, realizando hemodiálise — e sendo acompanhada por especialistas em nefrologia e neurologia, em estado grave.
A família dela foi avisada na sexta-feira (3/10) sobre a abertura do protocolo para morte cerebral. Nesse sábado (4/10), a mulher passou por exames para confirmar a morte encefálica. Porém os resultados não foram conclusivos.
Além dela, outros 51 pacientes — esses com o caso ainda em investigação — estão internados na rede hospitalar da cidade. Desses, 49 são residentes em São Bernardo. Três mortes estão sendo analisadas.
Quatro estabelecimentos comerciais e lotes de bebidas foram interditados cautelarmente — nos bairros Taboão, Paulicéia, Ferrazópolis e Parque dos Químicos — até a conclusão do caso, em ação conjunta da Vigilância Sanitária Municipal e técnicos da Vigilância Sanitária Estadual (GVS-7). A Polícia Civil da cidade também apreendeu algumas garrafas dos mesmos estabelecimentos, e a Delegacia de Investigações sobre Infrações contra o Meio Ambiente (DICMA) está à frente da investigação criminal.
Mortes no estado de SP
Até o momento desta publicação, a Prefeitura de São Paulo confirmou duas mortes causadas por intoxicação por metanol na capital paulista. Uma vítima é um homem, de 46 anos, identificado como Marcos Antônio Jorge Junior, que faleceu nessa quinta-feira (2/10), após dar entrada no Hospital Municipal Dr. Carmino caricchio, no Tatuapé, com sintomas de contaminação no dia 29 de setembro.
A pasta já havia confirmado uma primeira morta causada pela contaminação por metanol no dia 15 de setembro, o empresário Ricardo Lopes Mira. Ele apresentou sintomas no dia 9 do mesmo mês e foi atendido pela rede privada.
Essas são as duas únicas mortes confirmadas no Brasil até o momento. A secretaria municipal lamentou as duas perdas.
Nessa sexta-feira (3/10), a Prefeitura de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, confirmou a abertura do protocolo para morte cerebral de Bruna Araújo, mulher de 30 anos contaminada pelo metanol.
A mulher está internada no Hospital das Clínicas da cidade. Segundo a prefeitura municipal, a condição clínica de Bruna se agravou nas últimas horas de sexta e ela se encontra em estado gravíssimo. Mais cedo, a administração municipal confirmou que exames constataram a contaminação por metanol.
O número de mortes de intoxicação por metanol no estado de São Paulo subiu para nove — duas confirmadas na capital e sete investigadas. Dos óbitos ainda apurados, quatro são na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Cajuru, no interior paulista.
Já número de casos de intoxicação por metanol no estado subiu para 192. Ao todo, 14 casos foram confirmados e 178 estão em investigação.
Veja números da intoxicação por Metanol em SP:
Casos e mortes até este domingo (5/10)
- 2 mortes confirmadas.
- 7 mortes sob investigação (sem contar as confirmadas).
- 14 casos confirmados por intoxicação por metanol em bebida adulterada.
- 178 casos em investigação de intoxicação por metanol (sem contar confirmados).
Estabelecimentos interditados e prisões
- 10 estabelecimentos interditados cautelarmente pelas Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal.
- Capital: Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins e Mooca, M’Boi Mirim, Cidade Dutra.
- Grande SP: Osasco (2), São Bernardo do Campo (1) e Barueri (1).
- 41 pessoas presas em todo o ano por falsificação de bebidas, 8 delas apenas nesta semana.
Tratamento de pacientes
Também nessa sexta-feira, o governo de São Paulo anunciou a compra e distribuição de 2 mil novas ampolas de álcool etílico, usado no tratamento de pacientes com intoxicação por metanol. A aquisição foi realizada pela Secretaria de Estado e destinada aos centros de referência estaduais.
Um novo protocolo promete agilizar a análise dos casos. Os testes em amostras de sangue e urina devem ser concluídos em até uma hora no Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF) do Departamento de Química da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto (USP-RP).
Interdição de estabelecimentos
Em meio ao aumento de intoxicações por bebidas adulteradas com metanol, o governo estadual interditou 10 estabelecimentos suspeitos de comercializar produtos adulterados.
Os bares e distribuidoras estão localizados nos bairros: Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca, e M’Boi Mirim, na capital, e nas cidades de Osasco, São Bernardo do Campo e Barueri, na Grande São Paulo. A ação faz parte do comitê de crise aberto pelo governo, que interdita estabelecimentos com base em ocorrências de suposta venda de bebidas adulteradas.





































