Metanol em bebidas: casos investigados na capital sobem para 85
Segundo a Prefeitura de SP, já são 85 casos investigados de intoxicação por metanol no cidade. Duas mortes já foram confirmadas na capital

A Prefeitura de São Paulo informou, neste domingo (5/10), que as autoridades da capital paulista agora investigam 85 casos suspeitos de intoxicação por metanol. O dado representou um aumento de 10 notificações quando comparado com o dia anterior. Duas pessoas morreram em São Paulo.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), até o momento desta publicação, foram registrados 109 casos suspeitos relacionados ao metanol. Destes, 13 foram descartados, 85 são investigados e 11 foram confirmados.
Mortes no estado de SP
Até o momento desta publicação, a Prefeitura de São Paulo confirmou duas mortes causadas por intoxicação por metanol na capital paulista. Uma vítima é um homem, de 46 anos, identificado como Marcos Antônio Jorge Junior, que faleceu nessa quinta-feira (2/10), após dar entrada no Hospital Municipal Dr. Carmino caricchio, no Tatuapé, com sintomas de contaminação no dia 29 de setembro.
A pasta já havia confirmado uma primeira morta causada pela contaminação por metanol no dia 15 de setembro, o empresário Ricardo Lopes Mira. Ele apresentou sintomas no dia 9 do mesmo mês e foi atendido pela rede privada.
Essas são as duas únicas mortes confirmadas no Brasil até o momento. A secretaria municipal lamentou as duas perdas.
Nessa sexta-feira (3/10), a Prefeitura de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, confirmou a abertura do protocolo para morte cerebral de Bruna Araújo, mulher de 30 anos contaminada pelo metanol.
A mulher está internada no Hospital das Clínicas da cidade. Segundo a prefeitura municipal, a condição clínica de Bruna se agravou nas últimas horas e ela se encontra em estado gravíssimo. Mais cedo, a administração municipal confirmou que exames constataram a contaminação por metanol.
A Vigilância Epidemiológica de São Bernardo do Campo já recebeu 30 notificações de suspeita por contaminação de metanol, das quais uma já foi confirmada. Quatro óbitos foram registrados e 24 pacientes são atendidos na rede hospitalar e de urgência e emergência pública e privada da cidade.
O número de mortes de intoxicação por metanol no estado de São Paulo subiu para nove — duas confirmadas na capital e sete investigadas. Dos óbitos ainda apurados, quatro são na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Cajuru, no interior paulista.
Já número de casos de intoxicação por metanol no estado subiu para 162. Ao todo, 14 casos foram confirmados e 148 estão em investigação.
Veja números da intoxicação por Metanol em SP:
Casos e mortes até esse sábado (4/10)
- 2 mortes confirmadas.
- 7 mortes sob investigação (sem contar as confirmadas).
- 14 casos confirmados por intoxicação por metanol em bebida adulterada.
- 148 casos em investigação de intoxicação por metanol (sem contar confirmados).
Estabelecimentos interditados e prisões até esse sábado (4/10)
- 10 estabelecimentos interditados cautelarmente pelas Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal.
- Capital: Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins e Mooca, M’Boi Mirim, Cidade Dutra.
- Grande SP: Osasco (2), São Bernardo do Campo (1) e Barueri (1).
- 41 pessoas presas em todo o ano por falsificação de bebidas, 8 delas apenas nesta semana.
Tratamento de pacientes
Também nessa sexta-feira, o governo de São Paulo anunciou a compra e distribuição de 2 mil novas ampolas de álcool etílico, usado no tratamento de pacientes com intoxicação por metanol. A aquisição foi realizada pela Secretaria de Estado e destinada aos centros de referência estaduais.
Um novo protocolo promete agilizar a análise dos casos. Os testes em amostras de sangue e urina devem ser concluídos em até uma hora no Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF) do Departamento de Química da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto (USP-RP).
Interdição de estabelecimentos
Em meio ao aumento de intoxicações por bebidas adulteradas com metanol, o governo estadual interditou 10 estabelecimentos suspeitos de comercializar produtos adulterados.
Os bares e distribuidoras estão localizados nos bairros: Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca, e M’Boi Mirim, na capital, e nas cidades de Osasco, São Bernardo do Campo e Barueri, na Grande São Paulo. A ação faz parte do comitê de crise aberto pelo governo, que interdita estabelecimentos com base em ocorrências de suposta venda de bebidas adulteradas.

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