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Eleições 2026São Paulo

Mesária denuncia TRE por determinar fechamento mesmo ciente do ordem do STF

Ao Metrópoles, mesária de São Paulo denuncia determinação de representante do TRE-SP para fechar as urnas e ignorar prorrogação do STF

25/10/2026 19:57
Divulgação/TRE-SP
eleições são paulo mudança local de votação

São Paulo — Por volta das 17h, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, determinou que a votação do segundo turno neste domingo (25/10) fosse prorrogada. Ciente da decisão, uma mesária de uma escola na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo, tentou evitar que as urnas fossem fechadas, mas o apoio logístico do cartório eleitoral se negou a permitir a continuidade da votação.

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Cinco minutos antes das urnas serem fechadas o representante do cartório passou na sala recolhendo orientações, procedimento comum numa eleição normal. Ele falou: “Quando der 17 horas pode encerrar a urna”. A mesária imediatamente questionou, porque sabia da movimentação popular, “espera, eles [TSE e STF] ainda estão decidindo se vai ser prorrogado ou não, por causa das questões do transporte”.

O representante do cartório respondeu: “Não, pode encerrar. Quem tinha que votar, as pessoas que quiseram votar, votaram. Teve o dia inteiro era para votar. E eles não vão conseguir prorrogar, se for vai ser só para a Bahia.”

A decisão se consolidou após às 17h. A mesária recebeu a reportagem que informava a prorrogação em todo o Brasil, imediatamente ,ela informou ao representante do cartório eleitoral, que mesmo diante das provas, se negou a manter as urnas abertas.

“‘Ah, mas o cartório não avisou nada para a gente. Fechou? Fechou’. E, aí, simplesmente foi isso”, conclui a mesária. “Tem pessoas que por motivos diversos ficaram esperando o ônibus e não encontraram um transporte para poder vir [votar]. Porque o ônibus não tava com a frota inteira na rua [como revelado pelo Metrópoles]. É muito fácil falar assim quando não atinge vocês”, criticou a mulher.

Para o Metrópoles, a mulher segue contando que um grupo se ofereceu para ficar até às 19h. “Se for preciso a gente fica aqui até às 19 horas, nem que seja para o pessoal votar com cédula de papel. A gente fica aqui, não tem problema nenhum. Todo mundo tem que ter o direito de votar”.

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Por volta das 5h30, o representante do cartório eleitoral foi embora com as urnas lacradas para o Cartório Eleitoral da Zona. Esse é só mais um caso que evidencia o atraso da decisão do STF e da comunicação entre os órgãos com as seções eleitorais.