“Tragédia”: irmão relata morte de menino autista em estação de esgoto

Desaparecido desde segunda-feira (6/4), o menino João Raspante Neto, de 12 anos, foi encontrado boiando em um Centro de Tratamento de Esgoto

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Desaparecido desde segunda-feira (6/4), o menino João Raspante Neto, de 13 anos, foi encontrado boiando em um Centro de Tratamento de Esgoto - Metrópoles
1 de 1 Desaparecido desde segunda-feira (6/4), o menino João Raspante Neto, de 13 anos, foi encontrado boiando em um Centro de Tratamento de Esgoto - Metrópoles - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Equipes da Defesa Civil localizaram o corpo do menino João Raspante Neto, de 12 anos, que estava desaparecido desde a última segunda-feira (6/4), em um Centro de Tratamento de Esgoto no bairro Chácaras Barbosa, em Marília, no interior de São Paulo.

De acordo com a Polícia Militar (PM), o corpo do adolescente foi encontrado boiando na água, durante a madrugada desta terça-feira (7/4), já sem sinais vitais, a cerca de 870 metros da chácara onde a família estava. Próximo ao local, estavam roupas e um celular que seriam do menino. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas e confirmaram a morte.

João era não verbal e tinha diagnóstico de nível 3 do Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerado o grau mais severo de suporte. A condição torna o episódio ainda mais delicado para a família, que havia mobilizado buscas após o desaparecimento.

“Foi uma tragédia”

O jogador profissional de esportes eletrônicos Gustavo Rossi, irmão de João, classificou a morte do menino como uma tragédia e pediu respeito diante da dor da família. “Foi um acidente. João se afogou numa rede de tratamento de esgoto. Uma tragédia”, afirmou.

Em publicação nas redes sociais, ele também agradeceu a todos que se mobilizaram nas buscas e destacou o vínculo com o irmão, descrito como uma de suas maiores motivações pessoais e profissionais.

“Única coisa que peço para vocês é um pouco de espaço para minha família, especialmente para minha mãe, que vivia por ele e está sofrendo bastante nesse momento. Quem tem parente, irmão, ou sabe como é cuidar de uma pessoa autista nível 3, não verbal, consegue imaginar o sofrimento dela agora”, escreveu.

Em nota, a Prefeitura de Marília decretou luto oficial e manifestou solidariedade aos familiares. “A cidade amanheceu em luto”, afirmou o prefeito Vinicius Camarinha, que também informou que o município está prestando apoio à família neste momento.

As circunstâncias da morte ainda são apuradas pelas autoridades.

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