Brinquedo, membro da facção Cerol Fininho, rival do PCC, é preso em SP

Homem apontado como membro da Bonde do Cerol Fininho, rival do PCC, era alvo de dois mandados de prisão

atualizado

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Bonde do Cerol Fininho, facção rival do PCC
1 de 1 Bonde do Cerol Fininho, facção rival do PCC - Foto: Reprodução

Um homem apontado como membro da facção criminosa Cerol Fininho, rival do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso pela Polícia Civil de São Paulo na manhã da última sexta-feira (23/1) em Cajamar, na região metropolitana da capital paulista.

Identificado apenas como “Brinquedo”, o homem estava foragido da Justiça da Bahia. Ele era procurado pelos crimes de homicídio qualificado e tráfico de drogas e era alvo de dois mandados de prisão.

Segundo a Polícia Civil paulista, Brinquedo é apontado como responsável por envolvimento direto em crimes de homicídio qualificado e tráfico de drogas, além de ser integrante de uma facção criminosa.

O criminoso foi preso pelo Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), com apoio da Delegacia Seccional de Polícia de Franco da Rocha e do 1º Distrito Policial de Cajamar. A captura ocorreu após trabalhos de inteligência e monitoramento realizados pelas equipes de investigação, informou a polícia.

Após a formalização da prisão, Brinquedo foi conduzido à cadeia pública, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Bonde do Cerol Fininho e o racha com o PCC

A facção Bonde do Cerol Fininho é dissidente e rival do PCC. Liderada por Marcos Paulo da Silva, o Lúcifer, a denominação surgiu em 2013 após o chefe da organização rachar com o grupo criminoso paulista.

O objetivo número 1 dos integrantes da Cerol Fininho é matar, especialmente faccionados – com uma preferência ainda maior por aqueles que pertencem ao PCC.

Diagnosticado com psicose, Lúcifer já confessou – com orgulho – ser o autor de 50 assassinatos dentro de presídios de São Paulo. As vítimas seriam sempre integrantes de facções criminosas.

Lúcifer rompeu com o PCC em razão de a facção “ter perdido a finalidade”. Em depoimentos à Justiça, o “exterminador de faccionados” afirmou que, na visão dele, o grupo começou a fugir do que seria o intuito ou o “ideal”: combater a opressão carcerária.

Para Lúcifer, a facção começou a visar apenas o lucro. Por isso, ele teria se revoltado e começado a matar os rivais. Inclusive, consta no estatuto da facção Cerol Fininho a missão de matar inimigos, principalmente do PCC, com obrigatoriedade de decepar a cabeça e arrancar as vísceras das vítimas.

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