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São Paulo

Médico é condenado a 20 anos de prisão por auxiliar PCC a executar paciente

Médico Alexandre Pedroso teria adiantado alta de paciente e mantido contato com os criminosos momentos antes de execução, no litoral de SP

11/09/2026 18:10
Reprodução
Médico é condenado a 20 anos de prisão por ajudar PCC em execução de paciente

O Tribunal do Júri paulista condenou o médico Alexandre Pedroso e outros dois homens por envolvimento na morte de Gilianderson dos Santos, paciente que foi executado a tiros dentro de um hospital do Guarujá, litoral de São Paulo, em abril de 2022.

Gilianderson estava internado no Hospital Santo Amaro (HSA) depois de ser alvo de um atentado, ocorrido dois dias antes. De acordo com as investigações da Polícia Civil, ele era alvo do tribunal do crime do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Pedroso teria adiantado a alta do paciente e mantido contato com os criminosos momentos antes da execução. Pouco depois, dois homens invadiram a recepção do hospital e atiraram contra Gilianderson dos Santos, que estava em uma cadeira de rodas.

A dupla, posteriormente, foi identificada como Sandro Vieira Conceição, conhecido como “Patinho”, e Vitor Hugo Assunção, o “Pikachu”. Juntos com o médico, eles respondiam por homicídio qualificado — por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

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Os três investigados foram levados a julgamento pelo júri popular, nessa quarta (9/9) e quinta (10/9).

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Alexandre Pedroso foi condenado a 20 anos e 5 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Sandro, responsável pelos disparos, recebeu pena de 22 anos, 4 meses e 24 dias, e Vitor Hugo, que conduzia a motocicleta que levava a dupla, de 23 anos e 14 dias de reclusão, ambos em regime inicial fechado.

O médico já havia sido condenado, em abril de 2024, a 8 anos e 9 meses de prisão por tráfico de drogas. Em janeiro de 2025, a pena foi reduzida para 7 anos e 6 meses.

Em nota, a defesa de Pedroso afirmou que irá recorrer da decisão por entender que a sentença é “manifestamente contrária à prova dos autos”. O Metrópoles não conseguiu localizar os advogados de Sandro Vieira Conceição e Vitor Hugo Assunção. O espaço permanece aberto em caso de eventual manifestação.