“Marcas de corrente no rosto”, diz mãe após velar filho morto em casa
Mãe notou lesões de corrente no rosto e na cabeça de menino de 11 anos encontrado morto em casa. Pai, madrasta e avó estão presos
atualizado
Compartilhar notícia

Karina de Oliveira Gomes, mãe do menino Kratos Douglas, de 11 anos, encontrado morto na casa da família paterna, no bairro Cidade Kemel, zona leste da capital paulista, disse ao Metrópoles ter visto lesões na cabeça do filho, possivelmente causadas por golpes de corrente, durante o velório da criança.
“Tinha uma marca de corrente no rosto e na cabeça. Havia pontos e não eram da autópsia. Dava para ver que eram de uma corrente”, afirmou a mãe.
Kratos foi velado e enterrado na quarta-feira (13/5), em Bauru, no interior do estado. A avó paterna e a madrasta do menino, além do pai dele, Chris Douglas, estão presas por suspeita de tortura e omissão.
Em conversa com a reportagem, Karina contou estar vivendo à base de medicamentos. A notícia sobre a morte do menino causou forte comoção na cidade natal da mulher.
Filha autista também pode ter sido torturada
Ainda em estado de choque, a mulher contou que a outra filha, uma menina autista de 12 anos, também pode ter sido vítima de maus-tratos e agressão com a corrente.
“Ela tinha sinais claros de desnutrição e também pode ter sido acorrentada por ele [Chris Douglas, preso pelo crime]”, disse.
Entenda o caso
O caso veio à tona depois que socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) notificaram a PM sobre um garoto morto com suspeita de maus-tratos.
No local, policiais encontraram Kratos Douglas caído no chão, próximo da cama de um dos quartos do imóvel, com hematomas nos braços, nas mãos e nas pernas.
O pai de Kratos afirmou, em depoimento aos PMs, que tinha o hábito de acorrentar o filho para impedi-lo de ir à rua. Negou praticar outro tipo de violência ou tortura contra o filho morto.
O menino morto não estava matriculado na escola. Além disso, apresentava sinais de desnutrição.
Segundo a polícia, a madrasta e a avó paterna da vítima verbalizaram ter ciência de que o menino era acorrentado e que nada faziam a respeito.














