Mancha avermelhada em Ilhabela não é tóxica, diz Cetesb
Recomendação é para que banhistas evitem entrar no mar com alteração na cor da água. Uma nova análise será feita na próxima semana
atualizado
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A mancha avermelhada registrada nos últimos dias no mar de praias em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, foi causada pela alta concentração do microrganismo Mesodinium rubrum, um ciliado que não é considerado tóxico, de acordo com Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
O microorganismo pode provocar alterações visíveis na cor do mar. As amostras de água foram coletadas no canal de São Sebastião, após registros de água com coloração incomum em praias como Curral e Veloso, em Ilhabela.
Apesar de não ser tóxico, a recomendação é que a população evite nadar ou praticar esportes náuticos em áreas com cor da água alterada. Algumas pessoas podem apresentar irritações na pele.
Em nota, a Cetesb afirmou que o monitoramento da ocorrência de florações de algas tóxicas é realizado constantemente por um grupo intersecretarial, composto pelas secretarias de Agricultura e Abastecimento (SAA), da Saúde (SES) e do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
Na próxima semana, entre os dias 7 e 8 de abril, a Defesa Agropecuária vai coletar material para novas análises. O Governo de São Paulo segue acompanhando a ocorrência.
O monitoramento da Cetesb indica 13 praias impróprias para banho em todo litoral paulista, entre elas, do Veloso e Barreiro do Sul, em Ilhabela.
De acordo com o último boletim de balneabilidade, 162 praias estão próprias para banho, ou seja, 92% do total. No litoral norte, municípios como Caraguatatuba e Bertioga tem diversas praias com bandeira verde para banho.
A próxima atualização do boletim está prevista para o dia 9 de abril.
