Elefante-marinho que “descansava” no litoral de SP retorna ao mar
Após ficar em repouso em São Sebastião, o elefante-marinho retornou ao mar nessa quinta-feira (2/4). O animal apresentou bom estado de saúde
atualizado
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Um elefante-marinho que havia escolhido a praia de Boiçucanga, em São Sebastião, no litoral de São Paulo, para repousar, retornou ao mar espontaneamente e em segurança nessa quinta-feira (2/4).
O animal havia sido avistado ao longo da tarde de 1º de abril na Barra do Sahy e Juquehy, em busca de um local adequado para o descanso. Em alguns momentos, a aproximação e a aglomeração de pessoas fizeram com que retornasse ao mar, até conseguir subir e permanecer em repouso em Boiçucanga.
Equipes do Instituto Argonauta, que atuam no Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), foram acionadas para monitorar o animal.
Os elefantes-marinhos são mamíferos marinhos típicos de regiões subantárticas, como a Patagônia e ilhas do Atlântico Sul.
O oceanólogo e presidente do Instituto Argonauta, além de diretor executivo do Aquário de Ubatuba, Hugo Gallo Neto, explicou que o aparecimento desses animais no litoral brasileiro ocorre com frequência, especialmente quando indivíduos jovens se deslocam para áreas mais ao norte.
“Esse deslocamento faz parte do comportamento natural da espécie e pode estar relacionado à busca por alimento, correntes oceânicas e processos de dispersão”, afirmou.
O elefante-marinho, um jovem macho, apresentou bom estado de saúde durante todo o monitoramento do Instituto Argonauta.
As equipes seguem em estado de prontidão, monitorando a região, caso ele volte a utilizar as praias para descanso.
Por que o elefante-marinho descansa na areia
Durante o período em que ficou na praia de Boiçucanga, o animal se encontrou em repouso na faixa de areia, o que é comportamento natural da espécie.
O elefante está em processo de muda, fase em que ocorre a troca da pele e dos pelos, sendo comum que permaneça por longos períodos fora d’água. Quando está passando por esse processo, é esperado que o animal fique imóvel e apresente aspecto de pele descamando, o que não deve ser confundido com doença.
