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São Paulo

Malafaia alerta a "perigo de revolta popular" se anistia não avançar

O pastor Silas Malafaia disse que, caso projeto de lei para a anistia de condenados do 8 de janeiro não avance, há risco de revolta popular

Ramiro Brites, Valentina Moreira06/04/2025 16:42, atualizado 06/04/2025 17:54
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Reprodução/ Redes Sociais
Imagem mostra o pastor Silas Malafaia em discurso na Avenida Paulista - Metrópoles

Apesar de afirmar que não é “incentivador de ninguém quebrar nada”, o pastor Silas Malafaia alertou neste domingo (6/4) para o “perigo de uma revolta popular”, caso o projeto de lei para a anistia de condenados pela invasão das sedes dos Poderes da República em 8 de janeiro de 2023 não avance no Congresso Nacional. Segundo, o líder religioso essa é uma análise do que ele escuta nas pessoas, de todas as classes sociais, que atende em suas igrejas.

“O caldeirão da pressão vai aumentar”, previu o pastor ao Metrópoles. “Quando um povo se revolta, ninguém segura. E esse é um perigo”, acrescentou.

A entrevista foi concedida minutos antes de iniciar o ato com Jair Bolsonaro na Avenida Paulista. O protesto é uma pressão para a aprovação do requerimento de urgência no projeto da anistia na Câmara dos Deputados.

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Sam Pancher/Metrópoles

Nesta semana, a tramitação empacou após líderes do centrão se irritarem com a bravata do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, de que teria o apoio necessário para aprovar a urgência ao texto, antes de acordar com as demais lideranças partidárias.O requerimento de urgência permite que o projeto não passe por todas as comissões temáticas e possa ir à votação ao plenário de maneira mais célere.

Também nesta semana, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez um aceno aos bolsonaristas ao enviar para a Comissão de Constituição e Justiça um pedido do PL para suspender a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), um dos denunciados pela tentativa de golpe de Estado. Por outro lado, Motta usou o projeto como justificativa para desacelerar a tramitação da matéria que pede a anistia. Diante desse cenário, Motta chegou a ser chamado de “inimigo” por Malafaia.

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