Mãe de policial morta diz que marido coronel proibia batom e salto
Em depoimento à polícia, mãe de policial encontrada morta disse que relacionamento da filha com tenente-coronel era “abusivo”
atualizado
Compartilhar notícia

A mãe da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta no apartamento em que morava, no Brás, no centro de São Paulo, revelou à Polícia Civil que a filha era proibida de usar batom, perfume e andar de salto alto. Em depoimento, Marinalva Vieira disse que a filha vivia uma relação abusiva com o tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.
Marinalva também disse que a filha pretendia se separar devido à relação “extremamente conturbada”, e se sentia “pressionada”. Em um trecho do depoimento, ao qual o Metrópoles teve acesso, a mulher afirmou que a filha era obrigada a seguir um rigoroso cumprimento de tarefas domésticas.
A ideia de Gisele de se separar teria causado pânico no tenente-coronel, que, segundo declaração de Marinalva, enviou uma foto com uma arma apontada à própria cabeça. A fotografia chegou ao filho da policial.
O relacionamento de Gisele e Geraldo começou em 2023. Eles se conheceram em função da profissão e, depois de um ano, oficializaram o matrimônio.
A morte dela é investigada pela Polícia Civil. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, mas depois foi alterado para morte suspeita, com “dúvida razoável” de tratar-se de suicídio.
O sepultamento de Gisele foi marcado por grande comoção nesta sexta-feira (20/2) em Suzano, na Grande São Paulo. Ao velar a filha, Marinalva passou mal e desmaiou.














