Tatuador morre 3 dias após levar soco no rosto no Carnaval. Veja vídeo
Homem disse que agrediu o tatuador para defender 2 crianças de uma suposta importunação. Família da vítima contesta a versão
atualizado
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O tatuador Vitor Fonseca, de 42 anos, morreu nessa quarta-feira (18/2), três dias após levar um soco no rosto durante uma suposta discussão no centro de Nuporanga, interior de São Paulo, durante o Carnaval. O agressor alega que protegia duas crianças de um suposto caso de importunação. A família da vítima contesta a versão e diz que Vitor era pacífico.
Nas imagens acima, é possível ver o momento em que Vitor Manoel Gomes de Jesus, de 25 anos, desfere um soco no rosto do tatuador, que cai desacordado no chão. A vítima bateu a cabeça no chão e teve traumatismo craniano. Vitor Fonseca chegou a ser socorrido no Hospital São Geraldo, mas não resistiu.
Segundo a Polícia Civil, o agressor foi identificado, apresentou-se à delegacia, acompanhado de advogados, e confessou ter acertado um soco na vítima.
Em nota, a defesa de Gomes de Jesus afirmou que o rapaz defendia duas crianças de um suposto caso de importunação. Ainda no vídeo acima, é possível ver o tatuador conversando com menores momentos antes de ser agredido.
As circunstâncias ainda estão sendo analisadas. As crianças e a mãe delas serão ouvidas pela Polícia Civil, que investiga o caso.
Segundo a família de Vitor Fonseca,as acusações contra o tatuador acontecem em um contexto onde ele não está vivo para se defender e manifestou indignação com a divulgação do depoimento do agressor.
“A interpretação isolada de imagens sem som não pode servir de prova para acusações contra a honra da vítima. Absolutamente nada atenua ou justifica a violência praticada, sob pena de se normalizar a inaceitável ideia de que alguém pode fazer justiça pelas próprias mãos”, completou a família do tatuador.
Soco acaba em morte
- O tatuador Vitor Fonseca morreu nessa quarta-feira (18/2), três dias após levar um soco no rosto durante uma discussão no centro de Nuporanga, interior de São Paulo.
- Ele teve um traumatismo craniano na queda.
- O tatuador chegou a ser socorrido no Hospital São Geraldo, mas não resistiu aos ferimentos.
- O agressor se apresentou à polícia e confessou ter dado o soco, mas alegou que estava protegendo duas crianças de um suposto caso de importunação.
- Ele foi ouvido pela polícia e foi liberado na sequência.
- O caso, registrado como lesão corporal seguida de morte, é investigado pela Delegacia Seccional de São João da Barra.
Gomes de Jesus prestou depoimento e foi liberado na sequência. O advogado dele disse ao Metrópoles que confia no trabalho de investigação e externou respeito e solidariedade à família da vítima.
O tatuador morto era morador de Ribeirão Preto, mas estava em Nuporanga, hospedado na casa do pai, para passar o Carnaval.
