Lula: Trump não mexeria com Brasil se conhecesse “nordestino nervoso”
Presidente Lula afirmou que americano está “ameaçando todo mundo” e voltou a brincar sobre “sangue de Lampião” para afastar conflitos
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a brincar sobre o “sangue de Lampião” ao comentar os conflitos mundiais com envolvimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante evento no interior de São Paulo nesta sexta-feira (10/4), o petista disse, em tom descontraído, que é descendente do cangaceiro e que o americano está “ameaçando todo mundo”.
“Trump não sabe o que é um pernambucano, senão ele não vai fazer ameaça nunca aqui. Se ele soubesse da minha descendência com o Lampião, ele tomava muito cuidado. Se soubesse o que é um nordestino nervoso, não brincaria com o Brasil. De qualquer forma, nós não queremos guerra, queremos paz. Nós queremos ter acesso à cultura, passear, estudar, namorar, brincar. Nós só queremos coisa boa”, comentou Lula em meio a risadas.
As falas aconteceram durante discurso do presidente na inauguração do campus do Instituto Federal de São Paulo na cidade de Sorocaba.
“Candidatos outra vez”
Durante o evento, o petista também afirmou que ele e o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), disputarão eleições novamente. “Eu e esse homem aqui [Alckmin] vamos nos colocar como candidatos outra vez, algum dia. Vamos esperar para ver o que acontece”, disse Lula.
No início da semana, o presidente deu entrevista afirmando que não havia decidido se concorreria à reeleição. “Eu falo que não decidi que vou ser candidato ainda. Vou pleitear ao PT a necessidade de a gente reconstruir uma aliança política forte para que a gente não permita que os fascistas voltem a governar esse país. Esse é o papel que eu tenho para jogar agora”, comentou ao portal ICL Notícias.
Na mesma entrevista, porém, o presidente já havia ressaltado o desejo de um 4º mandato para que o país, segundo ele, dê um “salto de qualidade”. “E qual é a vantagem que eu tenho? Eu tenho o acúmulo de experiência que ninguém tem nesse país. Não tem nenhum político que tenha a experiência que eu tenho nesse país”, ponderou.
Pressão por emendas
Também em Sorocaba, Lula recomendou que o ministro da Educação recém-empossado, Leonardo Barchini, crie uma lista de Institutos Federais que o governo pretende lançar para pedir aos deputados e senadores que destinem verbas por meio de emendas parlamentares.
“O Instituto Federal em Sorocaba custou R$ 20 milhões. Vamos supor que cada deputado e cada senador tenham R$ 40 milhões de emenda por ano. Tem gente que tem mais. Imagina se todos eles assumirem a responsabilidade de financiar a construção de uma escola. Resolvemos o problema da educação”, disse Lula.
O presidente ressaltou a importância do investimento em educação e comparou os gastos do Estado com estudantes aos custos de detentos do sistema prisional.
“Em um presídio federal de segurança máxima, um prisioneiro custa R$ 40 mil por ano. Nas outras cadeias, R$ 35 mil por ano. Um estudante no Instituto Federal custa R$ 16 mil por ano, ou seja, metade do que custa um bandido”, comparou.
“Significa que é muito mais barato investir em educação do que investir em bandido. E a gente precisa investir em bandido quando não investe na educação. Então, não me digam que investir em educação é gasto; o que a gente precisa é ter coragem de se perguntar quanto custou não investir em educação no tempo certo.”
Mais cedo nesta sexta-feira (10/4), o petista participou da inauguração da unidade Tamanduatehy do Campus Santo André da Universidade Federal do ABC (UFABC) e do lançamento do Centro de Ensino, Simulação e Inovação (CESIN) do Instituto do Coração (InCor). Na inauguração do Instituto Federal, o presidente anunciou investimento extra de R$ 8 milhões, por meio do Novo PAC, para a construção de restaurante estudantil, biblioteca, auditório e quadra poliesportiva no campus.










