Lula cita “sangue de Lampião” e brinca sobre briga com EUA de Trump

Em meio à escalada dos EUA na América do Sul, Lula brincou com Trump e disse que ele não conhece Lampião: “Não provocaria a gente”

atualizado

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Lula no Instituto Butantan
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez, nesta segunda-feira (9/2), uma brincadeira com o presidente norte-americano, Donald Trump.

“Se o Trump conhecesse a sanguinidade de Lampião no presidente, ele não provocaria a gente”, disse Lula em referência ao rei do cangaço. “Não adianta ficar falando na televisão ‘eu tenho o maior navio de guerra’, ‘eu tenho o maior submarino do mundo’, ‘eu tenho um navio que é cem vezes mais importante que da Suíça’. Eu não quero briga com ele, não sou doido. Vai que eu brigue e eu ganho, o que eu vou fazer?”, completou, em tom de brincadeira.
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Lula no Instituto Butantan
O vice-presidente Geraldo Almin vacina o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, contra a dengue
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O vice-presidente Geraldo Almin vacina o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, contra a dengue
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Após a brincadeira, o presidente disse que se importa, na verdade, com a “construção da narrativa” de que “o mundo não pode prescindir do multilateralismo”. Ele afirmou que não quer exercer supremacia sobre vizinhos sul-americanos, mas também não quer ser submisso aos Estados Unidos e à China.

“Eu não quero ter supremacia sobre o Uruguai, eu não quero ter supremacia sobre a Bolívia, mas também não quero ser menor que os Estados Unidos ou do que a China”, afirmou Lula.

“Nós não estamos escolhendo entre os Estados Unidos e a China, nós estamos escolhendo o que é melhor para o nosso país”, acrescentou.

A fala de Lula ocorre em um contexto de maior presença militar dos Estados Unidos na América do Sul. No mês passado, o governo norte-americano prendeu o ditador Nicolás Maduro, da Venezuela, após uma escalada de navios de guerra na costa venezuelana.

Investimento em vacina

A brincadeira de Lula com Trump ocorreu durante cerimônia para anunciar o investimento de R$ 1,4 bilhão no Instituto Butantan para o desenvolvimento de soros e vacinas. O presidente lembrou de parcerias com laboratórios chineses para ampliar a capacidade vacinal do Brasil.

“Se a China aceita fazer uma parceria conosco na produção de vacina e vai produzir a quantidade que a gente ainda não tem condição de produzir, por que não fazer um convênio com a China? E produzir vacina para a gente atender a quem precisa tomar vacina?”, argumentou.

Essa foi a primeira viagem de Lula a São Paulo, maior colégio eleitoral do país, no ano das eleições presidenciais, em que é pré-candidato. Após a cerimônia na capital, Lula seguiu para Mauá, na região metropolitana, onde irá anunciar investimentos em saúde e educação.

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