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Eleições 2026São Paulo

Com Lula, PT oficializa candidatura de Haddad ao governo de SP. Acompanhe

Convenção estadual do PT ocorre em Campinas, na manhã deste sábado, com a participação de lideranças petistas e aliados

25/07/2026 12:01, atualizado 27/07/2026 15:23
Reprodução/ Vídeo
Haddad e Lula

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializa, neste sábado (25/7), a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A convenção estadual, realizada em Campinas (SP), tem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e ex-integrantes do governo.

Acompanhe:

Em discurso, Haddad fez críticas à gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em áreas como educação e segurança pública. O ex-ministro da Fazenda afirmou que a Polícia Militar do estado está “contaminada” pelo crime organizado e criticou privatizações. Ele acusou a administração de “desleixo” e “abandono” em relação a políticas públicas.

“Nós vamos ter que dizer um sonoro ‘não’ para esse governo”, afirmou o pré-candidato petista.

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Maior colégio eleitoral do país, São Paulo é um palanque estratégico para a reeleição de Lula. A chapa de Haddad será composta pelo ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB), como vice, e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) na disputa ao Senado.

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Fundado em 1980, o PT nunca elegeu um governador em São Paulo devido à combinação de fatores históricos, políticos e sociais. A resistência do eleitorado ocorre, principalmente, no interior. Como mostrou o Metrópoles, o lançamento da candidatura em Campinas tem o objetivo de aproximar Haddad dessa parcela do eleitorado.

A convenção do PT paulista ocorre no mesmo dia que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lança sua candidatura ao Palácio do Planalto, também em São Paulo. O evento do PL terá a participação do presidente argentino Javier Milei.

Críticas a Tarcísio

Durante a cerimônia, lideranças petistas e aliados discursaram no palanque. O evento foi recheado de críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que “São Paulo não quer a prepotência a arrogância” das “marteladas” de Tarcísio. “São Paulo é da generosidade e da fraternidade. E essas marteladas do atual governador trincaram as principais vitrines do estado”, disse.

A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu o diálogo com a direita democrática e o centro, e pediu esforço para conquistar o voto dos indecisos.

“Vamos conversar com quem não pensa como a gente. Não vamos perder tempo com a extrema direita, esta não vem para nós. Mas vamos dialogar com a direita democrática, com a direita conservadora. Vamos conversar com o centro, com aqueles que não querem ir para as urnas e que querem se abster”, disse.