
Lula e Flávio escolhem São Paulo para os últimos atos antes do 1º turno
Os comícios ocorrerão neste sábado (3/10). O presidente fará uma caminhada na Av. Paulista, enquanto o adversário estará no interior

As campanhas presidenciais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) escolheram o estado de São Paulo para os últimos comícios antes do primeiro turno das eleições. Os atos ocorrerão neste sábado (3/10).
Segundo a Justiça Eleitoral, eventos eleitorais podem ocorrer até as 22h do dia anterior à eleição. A votação será neste domingo (4/10), em todo o país.
A chapa de Lula e Fernando Haddad (PT), candidato ao governo do estado, fará uma caminhada na Avenida Paulista, no sábado. Também devem participar, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado.
A caminhada começará na Paulista, na esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo, às 10h, e depois seguirá pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt, onde haverá palco e carro de som.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPNo mesmo dia, Flávio terá uma carreata no interior, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputa a reeleição. O trajeto irá de Santa Bárbara d’Oeste a Americana, em Campinas.
A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (1º/10) mostra Lula com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 39%, no primeiro turno.

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Ver todasNunes tenta barrar ato de Lula
A Prefeitura de São Paulo diz que a caminhada na Avenida Paulista marcada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com o presidente Lula para este sábado a partir das 10h não está autorizada.
A restrição, porém, contraria requerimento do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que pediu ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) a liberação total da via — ou seja, sem eventos — apenas no domingo (4/10), para o bom andamento das eleições.
Segundo a gestão Nunes, a via deverá ficar desimpedida em tempo integral nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro. O prefeito é aliado de Tarcísio e de Flávio.
A justificativa para a proibição é uma determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). No entanto, conforme publicação no Diário Oficial, o decreto engloba apenas os domingos, dias do primeiro e segundo turno das eleições.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Subprefeitura da Sé, informou que “nenhum evento poderá ser realizado na Avenida Paulista nos dias 3 e 4 de outubro”, assim como nos dias 24 e 25, o segundo turno do pleito. “Fica também impedida a montagem de carreta de som e palco no endereço”, afirmou o comunicado.
Apesar de o requerimento do TRE-SP fazer menção apenas aos domingos do primeiro e segundo turnos, a gestão Nunes diz que a negativa atende à requisição do TRE-SP. “O objetivo desta medida é evitar qualquer tipo de obstrução ao acesso e circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas”, explicou a administração municipal.
A Prefeitura de São Paulo também rejeitou um pedido do PT para realizar um ato em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) durante a apuração do primeiro turno.
O que diz o PT
Nesta quinta (1º/10), em nota, o PT disse que “lamenta a tentativa da Prefeitura de São Paulo de criar confusão em torno da realização do ato, o que abre margem para interpretações de cunho político com objetivo de prejudicar a mobilização da agenda”.
“Eventos eleitorais dessa natureza não dependem de autorização prévia do poder público, cujo papel é garantir a segurança de todos. A legislação estabelece a necessidade de comunicação prévia justamente para garantir a organização do espaço público e evitar a coincidência de atos no mesmo local e horário. Essa comunicação foi devidamente realizada pelo partido”, afirmou o partido.
O PT apontou que, na quarta-feira (30/9), representantes do Diretório Estadual participaram de reunião com a subprefeitura, a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a SPTrans para tratar da operação da caminhada. “O evento e seu percurso foram apresentados aos órgãos responsáveis, e a reunião foi registrada e lavrada em ata.”



