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São Paulo

Prefeitura tenta barrar caminhada com Lula na Paulista no sábado (3/10)

A gestão Ricardo Nunes (MDB) justifica a proibição do uso da avenida com uma determinação do TRE-SP, mas o decreto engloba apenas o domingo

30/09/2026 16:14, atualizado 30/09/2026 16:24
Fábio Vieira/Metrópoles
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Metrópoples

A Prefeitura de São Paulo diz que a caminhada na Avenida Paulista marcada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Haddad (PT), para este sábado (3/10) a partir das 10h, não está autorizada. A restrição, porém, contraria requerimento do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que pediu ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) a liberação total da via — ou seja, sem eventos — apenas no domingo (4/10), para o bom andamento das eleições.

Segundo a gestão Nunes, a via deverá ficar desimpedida em tempo integral nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro. O prefeito é aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

A justificativa para a proibição é uma determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). No entanto, conforme publicação no Diário Oficial, o decreto engloba apenas os domingos, dias do primeiro e segundo turno das eleições.

Segundo o PT, houve uma reunião e a subprefeitura assinou uma ata liberando o uso da Paulista para sábado. A caminhada começará na avenida, na esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo, às 10h, e depois seguirá pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt, onde haverá palco e carro de som.

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Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Subprefeitura da Sé, informou que “nenhum evento poderá ser realizado na Avenida Paulista nos dias 3 e 4 de outubro”, assim como nos dias 24 e 25, o segundo turno do pleito. “Fica também impedida a montagem de carreta de som e palco no endereço”, afirmou o comunicado.

Apesar de o requerimento do TRE-SP fazer menção apenas aos domingos do primeiro e segundo turnos, a gestão Nunes diz que a negativa atende à requisição do TRE-SP. “O objetivo desta medida é evitar qualquer tipo de obstrução ao acesso e circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas”, explicou a administração municipal.

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A Prefeitura de São Paulo também rejeitou um pedido do PT para realizar um ato em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) durante a apuração do primeiro turno.