Lula cobra Conselho de Segurança da ONU para encerrar guerras no mundo
Presidente Lula disse que é responsabilidade do Conselho de Segurança da ONU evitar as guerras que têm se espalhado em diferentes países
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, em um discurso em São Paulo nesta quinta-feira (19/3), uma atitude dos países-membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para encerrar as guerras no mundo.
“Eles são um Conselho de Segurança. Eles têm que se preocupar em evitar a guerra”, disse Lula, durante uma agenda na zona norte de São Paulo. O presidente afirmou que nos últimos dias ligou para diferentes presidentes e pediu uma reação da ONU.
Lula disse que é “responsabilidade” do Conselho fazer uma reunião sobre o assunto e que os países estão gastando trilhões nas guerras. “As pessoas estão perdendo o senso de responsabilidade”. O petista afirmou que publicará um artigo em jornais de vários países cobrando uma atitude do grupo.
Essa não é a primeira vez que Lula critica o conselho. O presidente defende há anos que o grupo seja reformulado, com a adição de novos países, entre eles o Brasil e nações africanas.
Nesta quinta, o chefe do Planalto também citou que há “bandidos” no Brasil se aproveitando das guerras para subir o preço dos combustíveis.
“Não aumentou apenas o preço do diesel, aumentou o do álcool, que não tem nada a ver com a guerra do Irã, aumentou o da gasolina que ainda não tinha por que aumentar. Significa que nesse país tem bandido que quer ganhar dinheiro até com enterro da mãe, até com a fome dos pobres, até com a miséria dos outros”, disse Lula.
O presidente afirmou que o governo aumentou a fiscalização para coibir os abusos que têm sido denunciados. “Colocamos a Polícia Federal, a Receita Federal, os Procons, para ir atrás de ver quem é que está aumentando de forma abusiva o preço do diesel. Porque não é necessário aumentar nas bombas do trabalhador. Não é possível transferir para o caminhoneiro o preço da guerra do Irã”.
Lula também destacou que o governo pediu aos estados para que zerem, temporariamente, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para importação do diesel. Em contrapartida, a União se propõe a bancar metade da renúncia, que é estimada no total de R$ 3 bilhões por mês.
“Nós temos que fazer um sacrifício para tentar evitar que essa guerra do Irã chegue ao prato do feijão com arroz do povo brasileiro”, ressaltou o presidente.
A solicitação para que os estados zerem o ICMS foi proposta pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, nesta quarta-feira (18/3), durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Durigan será o novo ministro da Fazenda.
O governo busca conter a alta de preços em meio à guerra no Oriente Médio e evitar uma possível greve de caminhoneiros. A categoria tem reclamado do preço do combustível e ameaçado uma paralisação alegando, também, que empresas não têm cumprido o piso mínimo do frete estabelecido pelo governo federal.
A gestão Lula prometeu endurecer a fiscalização das empresas que descumprem a regra. Na semana passada, o governo federal anunciou medidas para reduzir o impacto sobre o preço de combustíveis, como zerar as alíquotas do PIS e Cofins para o diesel.
