Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Líder de "arrastadores" é preso no saguão do aeroporto de Guarulhos

Segundo a Polícia Civil, Adenilson da Silva Paranhos, o Zoinho, liderava grupo de "arrastadores" no Aeroporto Internacional de Guarulhos

26/06/2026 10:06, atualizado 26/06/2026 10:14
Compartilhar notícia
Polícia Civil/Divulgação.
Foto colorida do momento em que suspeito de ser líder de "arrastadores", no Aeroporto Internacional de Guarulhos, foi preso pela Polícia Civil.

Apontado pelas autoridades como o líder de um grupo de “arrastadores” que extorquia estrangeiros e turistas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, Adenilson da Silva Paranhos, de 40 anos, o Zoinho, foi preso nesta sexta-feira (26/6) na segunda fase da operação Rapere, deflagrada pelo Núcleo de Roubo de Cargas, da Polícia Civil.

Zoinho foi preso no saguão do aeroporto enquanto tentava fazer novas vítimas. Além da prisão temporária, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao líder do grupo e a outros envolvidos no esquema.

Segundo o delegado Luiz Romani, responsável pelo caso, Zoinho voltou a atuar no terminal aeroportuário no dia seguinte à execução da primeira fase da operação Rapere. Com o suspeito, foram apreendidas duas máquinas de cartão e um carro modelo Jeep Commander, que era usado pelo líder do grupo para os crimes.

“A audácia foi tanta que, no dia seguinte à operação, ele voltou a atuar sem qualquer pudor. Quando o prendemos, ele falou que acreditava que não viríamos até ele. Ele [suspeito preso] chega antes das 5 horas aqui [no aeroporto internacional]”, explicou o delegado.

O delegado também falou sobre a quantidade de vítimas do suspeito. “São cinco anos atuando aqui no aeroporto. Muitas vítimas, por vezes, não registraram boletim por serem estrangeiros ou turistas. Identificamos sete vítimas, e tem mais”, disse.

O grupo é suspeito de agir em outros grandes terminais de circulação de turistas, como a Rodoviária do Tietê e o Aeroporto de Congonhas. “Haverá outros desdobramentos. Você pensa que está pegando transporte seguro, e cai em um golpe”, disse.

Em nota, o GRU Airport destacou que tem atuado de forma intensiva no combate à violência e ao transporte clandestino no Aeroporto Internacional de São Paulo. O texto também reforçou que “fiscalização e autuações são conduzidas pela Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria de Transporte de Guarulhos, com total apoio da concessionária”.

A concessionária faz um alerta aos passageiros sobre o uso correto dos serviços regulares de transporte: “Para garantir a segurança, os passageiros são alertados por avisos sonoros e visuais, a recusar abordagens espontâneas nas áreas públicas, além de serem instruídos para as áreas de embarque dos serviços regulares de transporte, como a Praça Pick-Up do Terminal 2”, diz a nota.

O GRU Airport oferece recursos de imagens, com monitoramento amplo de todo o sítio aeroportuário para a Polícia Federal. “Tais recursos são utilizados para garantir evidências para os devidos inquéritos policiais, permitindo a correta diligência das investigações. Ações adicionais, ostensivas e preventivas, estão em fase de implantação, envolvendo diversos órgãos de segurança pública, incluindo novas tecnologias e recursos humanos capacitados”, finaliza o texto.

Rapere

A Operação Rapere teve início após a análise de cerca de 30 boletins de ocorrência registrados por passageiros vítimas do grupo. Os criminosos abordavam viajantes nas áreas de desembarque, oferecendo falsas corridas de aplicativo ou táxi e, mediante intimidação, realizavam cobranças muito acima dos valores praticados pelo mercado.

A primeira fase da ação resultou na identificação da associação criminosa e na prisão de três suspeitos.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters