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Apuração pelo Brasil

São Paulo

Justiça mantém prisão de bombeiro suspeito de matar estudante de medicina

O bombeiro foi novamente preso, nessa quarta-feira (7/10), por matar a tiros o estudante de medicina Bruno Hashimura, de 23 anos

08/10/2026 15:25
Reprodução
Câmera registrou início da briga que terminou em morte de estudante de medicina por bombeiro

A Justiça manteve a prisão do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, acusado de matar a tiros o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano (na foto de destaque, à direita), após ele passar por uma nova audiência de custódia nesta quinta-feira (8/10).

Marcos Paulo baleou e matou o jovem de 23 anos durante uma briga de trânsito, no dia 30 de setembro, em Taubaté, interior de São Paulo. Ele chegou a ser preso no dia do crime, mas foi solto após audiência de custódia.

Na última sexta-feira (2/10), porém, a Justiça aceitou um recurso apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e decretou novamente a prisão do bombeiro, que deve responder por homicídio qualificado. Ele foi preso apenas nessa quarta-feira (7/8), após o fim da restrição à prisão de eleitores nas 48 horas seguintes à votação.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a audiência de custódia desta quinta-feira (8/10) foi apenas para verificar se houve alguma ilegalidade no cumprimento do mandado de prisão. O resultado destacou que “não foram identificadas irregularidades e ele segue preso”.

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Relembre o caso

  • O caso aconteceu na última quarta-feira (30/9), na Avenida Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo, em Taubaté, no interior paulista.
  • De acordo com o boletim de ocorrência, o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira alegou, durante depoimento à polícia, que pensava estar sendo vítima de um assalto.
  • Ele afirmou ter visto nas mãos da vítima, o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, um objeto da cor prateada, que pensou se tratar de uma arma de fogo.
  • Em seu depoimento, o bombeiro também disse que Bruno teria quebrado o vidro de seu carro, quando ele teria efetuado os disparos.
  • Bruno Hashimura chegou a ser socorrido ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
  • A ocorrência foi registrada no 1º Distrito Policial de Taubaté como homicídio consumado
  • Ao decidir pela prisão, o delegado responsável pelo caso afastou a tese da legítima defesa.
  • Ainda segundo o boletim, não foram identificados elementos objetivos que demonstrassem que a vítima teria anunciado um assalto ou exibido arma de fogo. por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Câmera registrou início da briga

Uma câmera de segurança flagrou o início da briga de trânsito que terminou na morte do estudante de medicina. Nas imagens, é possível ver que os dois seguiam na mesma direção por volta das 6h58 em uma curva que dá acesso ao túnel que liga a Rua Professora Maria Escolástica de Jesus à Avenida Professor Walter Thaumaturgo, chamada de Avenida do Povo.

Cada veículo trafegava em uma faixa até que, na entrada do túnel, a pista é convertida para faixa única. Nesse momento, a gravação mostra o Jeep Renegade preto dirigido pelo bombeiro ultrapassando o Chevrolet Prisma conduzido pelo estudante pela faixa da direita.

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Bruno Hashimura, então, buzina. Em seguida, Marcos Paulo Oliveira chega a frear, aparentemente em resposta à reação do estudante. Por fim, o bombeiro avança, e o trânsito segue normalmente. O registro foi feito minutos antes dos disparos que mataram Bruno. As imagens também registraram o momento em que Bruno corre na calçada com a mão no peito, após ser baleado.

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