Justiça denuncia por feminicídio homem que matou e esquartejou mulher
Segundo a Justiça, Wellington vai responder por feminicídio, com agravante de motivo fútil e ocultação de cadáver

São Paulo – A Justiça acatou, na tarde desta quarta-feira (16/8), a denúncia por feminicídio contra o homem que confessou ter matado e esquartejado a mulher no interior de São Paulo.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e aceita pelo juiz Milton de Oliveira Sampaio Neto, da Comarca de São José dos Campos.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasElenita Jesus de Lima, de 27 anos, foi dada como desaparecida pela família, após ficar 12 dias sem fazer contato com ninguém. No dia 7 de agosto, ela foi encontrada morta por policiais em um rio no bairro Novo Horizonte, na cidade de Guaratinguetá — a mais de 80 km de onde foi vista pela última vez, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Nas investigações, a Polícia Civil descobriu que ela foi morta pelo companheiro Wellington de Souza Rodrigues Barros, de 30 anos. Ele já tinha passagens pela polícia por maus-tratos a animais e denúncias de caça ilegal. A polícia afirma também que o homem devia a agiotas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPEm depoimento após ser preso, ele confessou o assassinato da mulher, com quem mantinha um relacionamento por três anos, e disse que estava embriagado quando cometeu o crime.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a polícia encontrou uma machadinha usada no assassinato, o corpo da vítima e também um carro abandonado que havia sido usado pelo homem para transportar o corpo em buscas no imóvel onde a vítima morava e no riacho.
Wellington vai responder por feminicídio, com agravante de motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver. Ele passou por audiência de custódia no dia 8 de agosto e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, devendo seguir preso durante as investigações do crime.
A vítima trabalhava como empregada doméstica e tinha dois filhos, que foram localizados pela polícia após a prisão do padrasto e agora estão sob a tutela de familiares da mãe.



