Justiça nega absolvição sumária de coronel acusado de matar esposa PM

Juíza também rejeitou pedido de nulidade de Inquérito Policial Militar feito pela defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto

atualizado

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Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela com ambas as mãos para o alto. Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto - Metrópoles
1 de 1 Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela com ambas as mãos para o alto. Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto - Metrópoles - Foto: Reprodução/TJM

A Justiça de São Paulo negou o pedido de absolvição sumária feito pela defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso acusado de matar a esposa, policial militar Gisele Santana, com um tiro na cabeça.

Na decisão, publicada nessa quinta-feira (21/5), a juíza Michelle Porto de Medeiros também rejeitou o pedido de nulidade do Inquérito Policial Militar. A defesa argumentou que haveria irregularidade na forma como foi integrado ao processo criminal comum.

“Para o acolhimento do pedido da defesa nos termos como formulado seria necessária aprofundada análise da prova e dos fatos”, escreveu a magistrada. Medeiros afirmou que não pode fazer esse julgamento definitivo, se o réu é culpado ou inocente, neste momento inicial, e que essa análise só deve ocorrer na sentença, após depoimentos de testemunhas e apresentação de provas.

A juíza negou a devolução de celulares apreendidos e autorizou a coleta de novas provas, como imagens de câmeras e registros de serviços digitais. O processo também determinou a incorporação do inquérito policial militar aos autos principais para auxiliar no julgamento.


Relembre o caso

  • A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido no Brás, região central de São Paulo.
  • Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.
  • Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, mas depois foi alterado para morte suspeita, com “dúvida razoável” de tratar-se de suicídio.
  • Com o avanço das análises periciais e a reconstituição da sequência de acontecimentos dentro do imóvel, a Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não corresponde à hipótese de suicídio inicialmente apresentada.
  • Com base nesse conjunto de elementos, a Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, que passou a responder pela morte da policial militar.
  • A Polícia Civil solicitou à Justiça, em 17 de março, a prisão preventiva do tenente-coronel. O pedido sucedeu a conclusão, com base em perícia técnica, de que ele seria o principal suspeito pela morte da esposa.
  • A Justiça Militar do Estado de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto nessa quarta-feira (18/3). Ele foi preso no mesmo dia em um condomínio residencial de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

 

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