Mulher que matou namorado e amiga por ciúmes pode ir a júri popular

O namorado Raphael Canuto Costa e a amiga Joyce Correa da Silva foram mortos em dezembro de 2025, após serem atropelados por Geovanna

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Polícia Civil/ReproduçÃo
Imagem colorida de Geovanna Proque da Silva, presa após matar namorado e amiga dele. - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Geovanna Proque da Silva, presa após matar namorado e amiga dele. - Metrópoles - Foto: Polícia Civil/ReproduçÃo

A Justiça de São Paulo iniciou, nesta terça-feira (31/3), uma nova etapa na análise do caso da universitária Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, acusada de matar o namorado e uma amiga dele após persegui-los de carro. A partir de agora, o Judiciário deve decidir se ela será levada a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O caso aconteceu em dezembro de 2025, na zona sul de São Paulo, quando a universitária Geovanna Proque perseguiu o então namorado, Raphael Canuto Costa, também de 21, que estava em uma motocicleta com Joyce Correa da Silva, de 19 anos. Os dois morreram no local. 

Nesta terça, foi realizada a audiência de instrução no Fórum Criminal da Barra Funda. Ao longo da sessão, testemunhas foram ouvidas e a própria acusada prestou depoimento, encerrando essa etapa do processo. Com isso, o caso segue agora para as alegações finais, fase em que acusação e defesa apresentam seus argumentos por escrito.  Só após a análise desses documentos é que o juiz decidirá se Geovanna será submetida a júri popular. Ainda não há prazo definido para a decisão.

Mulher que matou namorado e amiga por ciúmes pode ir a júri popular - destaque galeria
3 imagens
Câmeras de segurança registraram o momento do crime
Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, presa após matar o namorado e uma amiga dele
Raphael Canuto Costa e Joyce Correa da Silva, perseguidos e mortos pela namorada dele na zona sul de São Paulo
1 de 3

Raphael Canuto Costa e Joyce Correa da Silva, perseguidos e mortos pela namorada dele na zona sul de São Paulo

TV Globo/Reprodução
Câmeras de segurança registraram o momento do crime
2 de 3

Câmeras de segurança registraram o momento do crime

Câmeras de segurança/Reprodução
Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, presa após matar o namorado e uma amiga dele
3 de 3

Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, presa após matar o namorado e uma amiga dele

Redes sociais/Reprodução

Vídeo mostra colisão

Uma câmera de segurança capturou o momento em que Geovanna atinge, em alta velocidade, a motocicleta guiada por Raphael. Veja o vídeo:

 

Ciumenta e obsessiva

A universitária foi descrita como ciumenta e obsessiva por diversas testemunhas ligadas às vítimas e, inclusive, pela própria madrasta, que estava no banco do passageiro no momento do crime.

O melhor amigo de Raphael descreveu Geovanna como “muito ciumenta e obsessiva”. Segundo o rapaz, a jovem já teria dito ao namorado anteriormente que, caso se separassem, o atropelaria quando ele estivesse de moto. Ela teria repetido a mesma ameaça no dia anterior ao crime.

Após atropelar Raphael e Joyce, foi para esse melhor amigo que Geovanna confessou o crime. Segundo o depoimento do rapaz, a mulher foi até o restaurante onde ele trabalhava, logo após o duplo homicídio, e disse: “agora você vai lá e salva seu amigo, que eu acabei de atropelar ele e a vagabunda que estava com ele na moto [sic]”.

Outra testemunha, amiga de Raphael e Geovanna, afirmou à polícia que os ciúmes da jovem contra uma amiga de infância do namorado eram “totalmente infundados”. O relato aponta ainda que a universitária seria agressiva, pois ela teria tentado bater em duas mulheres antes do atropelamento.

Segundo uma terceira testemunha, presente no churrasco que acontecia na casa de Raphael, Geovanna enviou mensagens dizendo que, se houvesse mulheres na confraternização, “o bicho ia pegar”.

Uma captura de tela, presente no inquérito obtido pelo Metrópoles, mostra Geovanna dizendo que mataria Raphael com uma “faca de picanha”, conforme confirmou a testemunha em depoimento. Raphael respondeu com um áudio, afirmando que os ciúmes de Geovanna estavam “passando do limite”.

Gabrielle Schneid de Pinho, companheira da mãe de Geovanna e, portanto, madrasta da universitária, afirmou à polícia acompanhou a enteada até a casa de Raphael porque foi chamada por ela, e que sentiu “preocupação”, tendo em vista o histórico psiquiátrico da jovem.

Diagnóstico de depressão

Geovanna apresentou à Polícia Civil laudos médicos para tentar comprovar que sofre de depressão e realiza acompanhamento psiquiátrico. A documentação foi anexada ao inquérito e indica que Geovanna chegou a solicitar auxílio por incapacidade temporária, o antigo auxílio-doença, junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No relatório de perícia médica realizado em 7 de novembro, o médico do trabalho Vinício Caio Baptista Rossi apontou que a jovem apresentava “ideação suicida” e fazia uso de medicamentos controlados. Segundo o documento, Geovanna possui histórico de depressão desde os 15 anos e teria iniciado uma crise em julho de 2025, com quadro de difícil controle. O laudo informa ainda que ela estava em acompanhamento com psiquiatra e psicólogo e recebeu afastamento médico por dois meses, no período de 23 de outubro a 21 de dezembro.

 

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?