Juíza de 34 anos morre após coleta de óvulos para reprodução assistida

Mariana Francisco Ferreira atuava no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e realizou procedimento para fertilização assistida em SP

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Imagem colorida mostra a juíza Mariana Francisco Ferreira, morta após coleta de óvulos em clínica. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra a juíza Mariana Francisco Ferreira, morta após coleta de óvulos em clínica. Metrópoles - Foto: Reprodução/Ajuris

Uma juíza de 34 anos morreu após um procedimento médico em Mogi das Cruzes, Região Metropolitana de São Paulo, na quarta-feira (6/5). Segundo o boletim de ocorrência, ela realizou uma coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica da cidade.

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Mariana Francisco Ferreira, 34, morreu após coleta de óvulos em clínica de SP
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Mariana Francisco Ferreira passou pelo procedimento na manhã de segunda-feira (4/5) na clínica Invitro Reprodução Assistida. Após cerca de uma hora, a juíza deixou a clínica. Ela chegou em casa e, pouco tempo depois, começou a se queixar de frio e gritar de dor.

A mulher foi levada de volta ao estabelecimento e relatou à equipe médica que havia urinado na própria roupa. Os profissionais, no entanto, constataram um sangramento devido a uma hemorragia vaginal.

O primeiro atendimento foi feito pelo mesmo médico responsável pela coleta de óvulos. Ele realizou uma sutura no ferimento e orientou que Mariana fosse levada à Maternidade Mogi Mater. A mulher deu entrada na maternidade no final da tarde e ficou internada na unidade de terapia intensiva (UTI). No dia seguinte, foi submetida a uma cirurgia.

Na madrugada dessa quarta-feira (6/5), dois dias após o procedimento na clínica, Mariana sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. A equipe médica tentou reanimá-la, mas não obteve sucesso. O óbito foi declarado às 6h03.


Luto oficial de três dias

  • Mariana Francisco Ferreira nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, e atuava há cerca de três meses no Juizado da Vara Criminal de Sapiranga, no Rio Grande do Sul.
  • O Tribunal de Justiça gaúcho (TJRS) publicou uma nota de pesar lamentando a morte.
  • No texto, a juíza-corregedora Viviane Castaldello Busatto, responsável pela comarca, destacou o comprometimento, entusiasmo e sensibilidade de Mariana no exercício de suas funções.
  • “Neste momento de consternação, expressamos nosso pesar aos familiares e amigos, com a certeza de que o legado de compromisso com a Justiça jamais será esquecido”, disse.
  • O TJRS decretou luto oficial de três dias e determinou que as bandeiras fossem hasteadas a meio-mastro nos prédios do Tribunal e do Palácio da Justiça.
  • Ainda não há informações sobre as cerimônias de despedida.

A Polícia Civil investiga o ocorrido e requisitou exames ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico-Legal. O caso foi registrado como morte suspeita no 1° DP de Mogi das Cruzes.

O Metrópoles fez contato com a clínica de reprodução assistida e aguarda retorno.

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