Joias, fuzis e dinheiro: o que acharam com os policiais presos em SP

Pelo menos R$ 200 mil estavam em uma mala de viagem na casa de Marcelo Marques de Souza. Além disso, operação achou joias e armas

atualizado

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Joias, armas e dinheiro apreendidos durante Operação Tacitus, que prendeu policiais civis suspeitos de envolvimento com o PCC - Metrópoles
1 de 1 Joias, armas e dinheiro apreendidos durante Operação Tacitus, que prendeu policiais civis suspeitos de envolvimento com o PCC - Metrópoles - Foto: Divulgação/MPSP

São Paulo — A operação Tacitus, da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo (MPSP), deflagrada nesta terça-feira (17/12) apreendeu uma mala com pelo menos R$ 200 mil, dezenas de joias e pelo menos dois fuzis, além de diversas armas e munições.

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Joias, armas e dinheiro apreendidos durante Operação Tacitus, que prendeu policiais civis suspeitos de envolvimento com o PCC
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Joias, armas e dinheiro apreendidos durante Operação Tacitus, que prendeu policiais civis suspeitos de envolvimento com o PCC

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O material estava na casa de Marcelo Marques de Souza, chefe de investigações do Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco), da 5ª Delegacia Seccional da capital paulista.

Ele foi um dos três policiais civis presos durante operação conjunta com o MPSP. O montante foi encaminhado pela PF a uma empresa de transporte de valores, onde seria contabilizado.

Além de Marcelo, foram denunciados pelo delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) são o delegado Fábio Baena Martin e o investigador-chefe Eduardo Lopes Monteiro. Ambos atuavam no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e foram afastados das funções por causa das denúncias.

O Metrópoles apurou que o valor foi informado pelo próprio investigador de classe especial Marcelo Marques de Souza, que coordena o principal núcleo de investigações do Primeiro Comando da Capital (PCC), na zona leste da capital paulista — região usada pela maior facção do Brasil para lavar milhões do tráfico de drogas e onde manteve negócios com o corretor de imóveis Vinícius Gritzbach.

Somente o delegado Fábio Baena, de acordo com a delação de Gritzbach, recebeu ao menos R$ 11 milhões de propina, para retirar nomes de investigados em uma investigação de um duplo homicídio. Ele e Eduardo Monteiro foram afastados de suas funções após o conhecimento público da denúncia de Gritzbach.

O corretor de imóveis também constava no hall de investigados por Baena e Monteiro pelo assassinato de dois integrantes do PCC, facção que havia jurado Gritzbach de morte, após divergências dele com integrantes da organização criminosa. Ainda na denúncia, Gritzbach afirma que o policiais pediram R$ 40 milhões para também retirá-lo da lista de suspeitos pelo duplo homicídio. O valor não foi pago.

Além dos dois policiais com cargo de chefia do DHPP, outro alvo da PF e do MPSP é o policial civil Rogério de Almeida Felício, o Rogerinho, que estava foragido até a publicação desta reportagem (veja imagens abaixo).

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Rogerinho é citado em delação de Antonio Gritzbach
Rogerinho em despedida da Delegacia de Homicídios
Com salário de R$ 7 mil, Rogerinho é sócio de construtora que ergueu cinco empreendimentos em Praia Grande
Condomínios têm até dez casas e policial como comprador - Metrópoles
Rogerinho se diz segurança do cantor Gusttavo Lima
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Rogerinho se diz segurança do cantor Gusttavo Lima

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Rogerinho é citado em delação de Antonio Gritzbach
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Rogerinho é citado em delação de Antonio Gritzbach

Rogerinho em despedida da Delegacia de Homicídios
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Condomínios têm até dez casas e policial como comprador - Metrópoles
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Condomínios têm até dez casas e policial como comprador - Metrópoles

No documento da Corregedoria da Polícia Civil, consta que Gritzbach entregou pendrives com a relação de empresas usadas pelos policiais para supostamente lavar o dinheiro das propinas.

Defesa

Em nota ao Metrópoles, a defesa de Baena e Monteiro afirmou que a prisão foi arbitrária e midiática. “A palavra pueril de um mitômano, sem qualquer elemento novo de prova, não poderia jamais motivar medida tão excepcional”, diz a defesa, em nota, referindo-se a Gritzbach.

“Ambos compareceram espontaneamente para serem ouvidos e jamais causaram qualquer embaraço às repetidas investigações”, diz a nota. A reportagem busca a defesa de Rogério Felício. O espaço está aberto para manifestação.

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Namorada de Gritzbach é influenciadora e já foi candidata a vereadora
Delator do PCC, Vinícius Gritzbach foi executado no Aeroporto de Guarulhos
O delator do PCC Vinícius Gritzbach deixa o aeroporto ao lado da namorada, Maria Helena Paiva
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Antônio Vinícius Gritzbach, delator do PCC, foi morto no aeroporto de Guarulhos
Vinícius Gritzbach delatou integrantes do PCC e policiais envolvidos com a facção
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Vinícius Gritzbach delatou integrantes do PCC e policiais envolvidos com a facção

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Namorada de Gritzbach é influenciadora e já foi candidata a vereadora
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Namorada de Gritzbach é influenciadora e já foi candidata a vereadora

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Delator do PCC, Vinícius Gritzbach foi executado no Aeroporto de Guarulhos
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Delator do PCC, Vinícius Gritzbach foi executado no Aeroporto de Guarulhos

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O delator do PCC Vinícius Gritzbach deixa o aeroporto ao lado da namorada, Maria Helena Paiva
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O delator do PCC Vinícius Gritzbach deixa o aeroporto ao lado da namorada, Maria Helena Paiva

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Antônio Vinícius Gritzbach, delator do PCC, foi morto no aeroporto de Guarulhos
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Antônio Vinícius Gritzbach, delator do PCC, foi morto no aeroporto de Guarulhos

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Operação policial

A Operação Tacitus, deflagrada nesta terça-feira (17/12), cumpre oito mandados de prisão e 13 de busca e apreensão. O objetivo é desarticular organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública (corrupção ativa e passiva). Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de São Paulo, Bragança Paulista, Igaratá e Ubatuba.

Segundo o MPSP, provas obtidas em diversas investigações revelaram como os investigados se estruturaram para exigir propina e lavar dinheiro para suprir os interesses do PCC.

Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e ocultação de capitais, cujas penas somadas podem alcançar 30 anos de reclusão.

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