INSS suspende novos consignados do Banco Inter e mais 3 instituições
INSS decidiu romper os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com 4 instituições, entre elas o Banco Inter, por suspeita de irregularidades
atualizado
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) rompeu cautelarmente, nesta quinta-feira (16/10), os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com quatro instituições financeiras, proibindo novas operações de crédito consignado a aposentados. Os alvos da medida são: Banco Inter, Paraná Banco, Facta Financeira e Cobuccio Sociedade de Crédito Direto.
Segundo a decisão, publicada no Diário Oficial, as instituições financeiras descumpriram os ATCs firmados com o INSS. No texto, o presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, escreve que trata-se de um “medida necessária para cessar as irregularidades e salvaguardar o interesse público, até a conclusão definitiva dos processos de apuração”.
Os chamados ACTs permitem que as instituições façam a venda de crédito a aposentados com débito direto na folha de pagamento do benefício. Esse mesmo expediente foi usado pelas entidades envolvidas no esquema bilionário de descontos indevidos de mensalidade associativas sobre aposentadorias. A Farra do INSS foi revelada pelo Metrópoles e é alvo de investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU).
O Metrópoles já mostrou que o INSS firmou ACTs com 91 bancos durante os governos Lula (PT) e Bolsonaro (PL). Entre as instituições liberadas a oferecer crédito com desconto direto na folha de pagamento de aposentados, estão instituições mais tradicionais ou de maior projeção, como BMG e C6, e financeiras menos conhecidas.
Na última sexta-feira (10/10), o INSS rompeu seu acordo com o Banco Master, proibindo a instituição de firmar novas operação de crédito consignado.
Ao Metrópoles, o Banco Inter disse que “foi surpreendido com a suspensão cautelar de novos consignados pelo INSS e informa que está em contato com o instituto para entender os motivos da decisão”. Além disso, o banco informou que “reforça seu compromisso com a transparência e o respeito aos clientes, especialmente aposentados e pensionistas”.
O Paraná Banco também disse que “foi surpreendido com a informação sobre suspensão cautelar anunciada pelo INSS”. A instituição disse que “até o momento, não teve acesso às informações para entender os motivos da decisão”. Por fim, o banco reitera que “cumpre integralmente todas as normas e regulamentações, mantendo como princípios fundamentais a transparência, a ética e a responsabilidade na prestação de serviços aos seus clientes e parceiros”.
A Facta Financeira disse que “cumpre rigorosamente a legislação do mercado financeiro e atende aos requisitos dos
órgãos reguladores”. E que a suspensão em questão “se trata de uma suspensão temporária de até 30 dias para novas averbações de empréstimos consignados via INSS”.
Segundo a instituição “o motivo da decisão cautelar ainda não está esclarecido, uma vez que não houve acesso aos autos. A administração da empresa está em contato com INSS para
compreender o contexto e elaborar um plano de ação com objetivo de normalizar o serviço com a maior brevidade possível”.
Na nota, a Facta ainda disse que “não é pagadora de benefícios de aposentadorias nem se envolve com descontos de associações em folha”.
A reportagem procurou a defesa das outras instituições e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

















